Pobreza em evidência no Brasil

Enviada em 19/10/2020

Na novela Totalmente Demais, a personagem Eliza decide migrar de cidade e começa a vender flores para ajudar financeiramente a sua família. Analogamente fora da ficção, muitos jovens se encontram em situação de extrema pobreza e sem perspectiva de melhora. Logo, evidencia-se o caótico estado de miséria no Brasil, que prevalece em virtude da ausência de empregos e a carência de estímulo na educação.

Em primeira análise, a falta de opções trabalhistas é causada pela má distribuição da carga horária dos funcionários. Segundo Hans Jonas, um filósofo alemão, “Uma sociedade saudável é aquela que é capaz de reconhecer e mitigar suas enfermidades sociais.” Sob tal ótica, o Brasil está doente, visto que a incongruente segregação atiça as diferenças econômicas martirizando as pessoas com longas e exaustivas horas de trabalho, ao invés de redividí-las em perídos menores e inserir os desempregados também.

Ademais, a escassez de incentivos educacionais é produzida pela negligência governamental nessa área. De acordo com Arthur Lewis, um economista britânico, “Educação nunca foi despesa. Sempre foi investimento com retorno garantido.” Dessa forma, o descaso do Estado com o ensino gera drasticamente adultos com baixo nível de formação, e em muitas das vezes, com apenas o fundamental concluído. Consequentemente, fomenta-se o não desenvolvimento do país, porque estes cidadãos, em sua maioria pobres, poderão somente contribuir um pouco para a evolução, ou seja, sem o retorno dito por Lewis.

Portanto, faz-se necessário a resolução do impasse. Destarte, urge que o Ministério da Educação e o Ministério do Trabalho criem o projeto “Pobreza Jamais”. Nele deve constar que todos os portos empregatícios deverá dividir seu horário de serviço em três turnos com três grupos de empregados diferentes em cada um deles. Isso deverá ocorrer por meio de capital governamental e espera-se com essa ação a diminuição da pobreza. Sendo assim, realidades como a de Eliza serão extintas.