Pobreza em evidência no Brasil
Enviada em 09/10/2020
Desde o surgimento do Iluminismo, no século XVIII, entende-se que os problemas sociais só se resolvem quando há uma união das pessoas como sociedade. Entretanto, a pobreza em evidencia no país aponta que os ideais, pregados por esse motim, são atestados na teoria, mas não preferivelmente na prática, mostrando que a problemática permanece enraizada à realidade do país, seja pela falta de investimento por parte do poder público e, também, pela fator histórico de desigualdade. Diante disso, torna-se fundamental a discussão desses aspectos a fim de um pleno funcionamento da sociedade.
É relevante abordar, primeiramente, que a miséria que assola algumas regiões do país deriva de uma inércia governamental. Segundo Aristóteles, a política deve ser uma arte de se fazer justiça e, com ela, levar equilíbrio para a sociedade. De maneira símil, é possível perceber que a falta de investimento em regiões de clima semiárido desfaça essa harmonia, haja vista que a concentração de indústrias e empregos se encontra nas regiões sudeste e sul do país. Como consequência, a população presente nessa região se vê obrigada a viver de agricultura e pecuária de subsistência, contando com a própria sorte para que a plantação “vingue” e os animais não morram com a seca.
Paralelamente a isso, o pensamento do sociólogo polonês, Zygmunt Bauman, de que o mundo está vivendo uma “Modernidade Líquida”, na qual as relações sociais, políticas e econômicas são superficiais e não duradouras, se evidencia ao longo da história do Brasil. Com o fim da escravidão, em 1888, a população negra, recém liberta, sem amparo de Dom Pedro II, é obrigada a viver na miséria e continuar aceitando abusos dos donos da fazenda em troca de um prato de comida. Assim, com o passar dos anos, mesmo adquirindo alguns direitos, essa parcela de pessoas sempre se viu obrigada a aceitar empregos desumanos para conseguir sustentar a sua família, como é apontado por uma pesquisa da Uol, na qual 75% das pessoas que vivem em extrema pobreza, são negros.
Dessa forma, percebe-se que o debate acerca da miséria persistente no país seja imprescindível para a construção de uma sociedade mais utópica. Nessa lógica, é imperativo que o Ministério do desenvolvimento faça uma parceria com o setor privado, concedendo descontos nos impostos e ajuda financeira para as empresas que instalarem unidades no sertão nordestino. Com essa medida, as pessoas que vivem naquela região menos favorecida, terão a oportunidade de conseguir um trabalho nessas indústrias e receber um salário que seja suficiente para manter a sua família sem depender da sorte e do clima.