Pobreza em evidência no Brasil
Enviada em 23/10/2020
No cenário global, a pobreza no Brasil se tornou uma das principais pautas para discussões, um problema que aflige praticamente todo e qualquer país. Segundo a afirmação do Hino Nacional: “Dos filhos deste solo és mãe gentil, Pátria amada, Brasil”, nota-se que o país deveria oferecer boas condições a seus habitantes. Entretanto, no cenário hodierno, percebe-se que isso não é exercido na prática, uma vez que a atual sociedade é marcada por uma pobreza imensurável devido à negligência do Estado e ao capitalismo, atual sistema econômico. Dessa forma, medidas corretivas fazem-se necessárias.
A priori, é válido afirmar que a ineficiência das autoridades pode ser considerada um empecilho à consolidação da solução. Segundo Thomas Hobbes, filósofo inglês, é dever do Estado promover e garantir o bem-estar à população. No entanto, é indiscutível que o mesmo exerce seu papel erroneamente, já que a sociedade brasileira, conforme Ariano Suassuna, é dilacerada pela injustiça secular, originando dois grupos distintos, o privilegiado e o despossuído. Assim sendo, a inércia do Governo, diante às situações escancaradas de desigualdades, fomentam o aumento da pobreza, haja vista que não há políticas públicas eficazes, implantadas pelos órgãos competentes, as quais contornem a conjuntura social em vigência.
Outrossim, ainda convém lembrar que o sistema econômico em vigor, é um grande impasse à resolução da problemática. Em concordância com Karl Marx, sociólogo e filósofo, a desigualdade social, refletida na existência da pobreza, está atrelado ao capitalismo, ao passo que este não é justo, nem igual assim como, ilustrado pela mais-valia. Nessa lógica, o acúmulo de capital e a exploração de trabalho, visando o enriquecimento da classe dominante, potencializam a miséria social de grande parte dos indivíduos. Logo, tal circunstância deve ser analisada, a fim de que a massa injustiçada alcance os privilégios, os quais atualmente, estão detidos por uma parcela mínima da população.
Portanto, o Estado deve promover políticas públicas de inclusão, por meio de verbas enviadas pelo Tribunal de Contas da União (TCU) que, por intermédio do Ministério da Educação e Cultura (MEC), serão revertidas em educação, não só formal, mas também profissionalizante aos que vivem às margens da sociedade, com o intuito de melhorar as condições econômicas dos mesmos e sanar o problema em questão, à medida que estes serão incluídos no mercado de trabalho de forma mais decente. Somente assim, será possível garantir e concretizar a igualdade aos cidadãos e erradicar a pobreza.