Pobreza em evidência no Brasil
Enviada em 26/10/2020
A desigualdade, sendo um dos maiores problemas do mundo, traz consigo uma série de outras questões de ordem política, econômica e social. Em um contexto mundial capitalista, em que as diferenças de posses e riquezas são extremas, a pobreza é posta em evidência no país. Diante disso, a pobreza não é causada ou explicada por um só fator, mas sim por uma série de acontecimentos e fatos históricos que desencadearam o atual cenário de miséria, como a concentração de terras e a negligência estatal.
A priori, no período de colonização, cujo sistema vigente era de “plantation”, monoculturas latifundiárias de mão de obra escrava, se iniciou o processo de desigualdade social. Partindo por esse viés, o passado histórico do Brasil acarretou na elevada concentração de terras, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) menos de 1% dos proprietários agrícolas possui 45% da área rural do país. Isto posto, a má distribuição de terras e de recursos agrícolas está diretamente ligada à extrema pobreza em que se encontram milhões de brasileiros, uma vez que essa população se torna carente de um local para desenvolver o cultivo e um comércio local.
Ademais, a negligência estatal, no que tange a falta de investimentos em políticas públicas e em programas de redistribuição de renda, como o Bolsa Família e o Bolsa Escola, intensificam ainda mais o quadro de pobreza. Por essa perspectiva, algumas regiões do país sofrem maior descaso governamental, como o Norte e o Nordeste, em que grande parte da sociedade vive em estado de miséria, sem as necessidades básicas do ser humano, muitas vezes recorrem à migração como alternativa de sobrevivência. À vista disso, o quadro “Os Retirantes” de Candido Portinari, aborda o tema da migração nordestina, em que um grupo de pessoas fogem da seca, da fome e da pobreza, deixando seu lugar de origem em busca de melhores condições de vida em outras partes do país.
Portanto, a pobreza é um dos maiores males da humanidade, que atinge todas as sociedades desde as mais carentes até as mais desenvolvidas. Assim sendo, a fim de combater tal problemática, o Estado deve facilitar o acesso da agricultura familiar ao crédito agrícola e distribui-lo de maneira mais equitativa, por meio da disposição de terras inutilizadas para a população carente, promovendo assim empregos, renda e rotatividade comercial. Além disso, o governo, por meio de verbas públicas, deve estipular novos programas de transferência direta de renda, direcionado às famílias em situação de pobreza em todo o país, de modo que consigam superar a situação de vulnerabilidade.