Pobreza em evidência no Brasil
Enviada em 08/12/2020
“A história de todas as sociedades existentes até hoje é a história da luta de classes”. A frase dita pelo filósofo e ativista alemão Karl Marx retrata uma realidade cada vez mais preocupante no Brasil e no mundo: a desigualdade social, que gera a pobreza e todas as consequências dessa condição, como a fome e a falta de acesso à saúde e educação, direitos assegurados por lei a todo cidadão. Tal problema se mostra persistente devido à insuficiência das políticas de distribuição de renda e aos altos índices de desemprego.
Primeiramente, é importante ressaltar que embora existam diversas medidas governamentais para assistir famílias economicamente carentes – a exemplo do Programa Bolsa Família – a atuação dos gestores brasileiros tem sido insatisfatória no que diz respeito a proporcionar a equidade financeira entre as comunidades. Prova disso é o fato de que segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) cerca de 50 milhões de brasileiros vivem em estado de pobreza e apenas 25% da renda dessas pessoas advém de programas sociais. Dessa forma, percebe-se que políticas públicas atuais ineficazes e um governo inerte têm contribuído para continuidade do problema.
Outrossim, é notório que o desemprego se configura como agente agravador do tema em questão, pois a falta de renda deixa muitas famílias desassistidas de bens básicos, como saúde, moradia e alimentação. Sobre isso, Voltaire, grande filósofo estadunidense, afirma que o trabalho poupa o indivíduo de três males: o tédio, o vício e a necessidade. Nesse contexto, é indiscutível que por não conseguirem vagas de empregos, devido a um mercado extremamente saturado e seletista, muitas pessoas enfrentam um estado de carência financeira, contribuindo para a perpetuação do desequilíbrio econômico no Brasil.
Infere-se, portanto, que a desigualdade social é um retrocesso nacional e deve ser solucionada. Logo, cabe ao Ministério do Trabalho, junto ao Ministério do Desenvolvimento Social, desenvolver ações que visem resolver o problema. Isso poderia ser feito por meio da criação de novas políticas públicas que envolvam parcerias com empresas privadas para criar ações afirmativas que incentivem a contratação de cidadãos em estado de vulnerabilidade social, tendo por finalidade promover a equidade e igualdade de oportunidades no mercado de trabalho brasileiro. Dessa forma, com uma nação justa e íntegra, será possível garantir o fim da luta de classes retratada por Marx.