Pobreza em evidência no Brasil

Enviada em 08/12/2020

O ideal

De acordo com o Stefan Zweig, no seu livro “Brasil, um país do futuro”, essa terra está comprometida com o progresso nacional. No entanto, quando se observa a pobreza em evidência no Brasil, fica nítido que o ideal de Zweig está deturpado. É paradoxal, pois, em pleno século XXI —tido como evoluído—, a miséria ainda possua parte ativa na sociedade. Por isso, faz-se mister analisar as respectivas causas desse processo em suas essências mais históricas e econômicas.

Vale defender, em primeiro plano, que o problema advém, em muito, da desigualdade social. Nesse sentido, a gênese dessa causa decorre do reflexo endêmico deixado como herança do período colonial, no  qual a distribuição de capital era restrito a determinados grupos —senhores do engenho, cidadãos portugueses, imperadores, entre outras camadas civis— da coletividade. Na atualidade, infelizmente, é possível depreender que tal distinção social ainda se perdura entre os brasileiros. Pois, ocorre que o Estado restringe a maior parte dos recursos financeiros disponíveis e as pessoas menos favorecidas e privilegiadas, por conseguinte, gradualmente ficam mais expostas ao declínio econômico.

Além do contexto histórico, ainda cabe dizer, em segundo plano, que a pobreza brasileira está relacionada aos interesses das grandes indústrias. Consoante o filósofo Karl Marx, o sistema capitalista apresenta como um dos principais objetivos a obtenção de lucro e desvaloriza a importância da mão de obra oferecida pelos trabalhadores. Logo, é pertinente inferir que esse conceito se enquadra na realidade brasileira: ao observar a alta valorização do capital nas empresas. Desse modo, é minucioso que o indivíduo comum passa a receber menos dinheiro e tornar-se gradualmente mais pobre devido ao baixo valor salarial que lhe é concedido: consequente, isso serve para aumentar a pobreza no país.

Portanto, é possível afirmar que medidas precisam ser tomadas para transpor o panorama supracitado. Para tanto, o Estado, por intermédio da verba pública, deve formular minicursos instrumentais, com o intuito de instruir os cidadãos a crescerem economicamente, além de lhes oferecer auxílio financeiro. Outrossim, compete às grandes corporativas, por meio da sua administração, a aumentar o salário base dos contratados, com a finalidade de ampliar a renda capital desses indivíduos. Esse acréscimo salarial poderá ocorrer em parceira com entidades públicas, como o Governo Federal, para que, então, todos trabalhadores —dessa forma— usufruam das novas medidas. Enfim, a partir dessas ações, será possível vincular, de fato, o ideal de Zweig à contemporaneidade,