Pobreza em evidência no Brasil

Enviada em 19/04/2021

Por ser um país de colonização escravagista, a pobreza é característica do Brasil desde a sua origem. Apesar do avanço na estabilidade econômica, muitos brasileiros vivem abaixo da linha da pobreza e enfrentam dificuldades. Tais bloqueios são retratados no livro Quarto de Despejo, de Carolina Maria de Jesus, o qual lições o cotidiano de uma catadora de papel - e moradora da favela -, que, muitas vezes, não tinha condições de alimentar a si e aos seus filhos, dadas como péssimas condições financeiras. Essa situação faz parte da realidade de diversos pertencentes e pode ser justificada pela pequena oferta de trabalho e pelo baixo valor acrescentado dos oferecidos pelo Estado.

Em primeira análise, nota-se uma vasta quantidade de brasileiros em busca de emprego. Um dos motivos para esse número amplo de desempregados, é o fato de que a maioria das empresas recém-formadas profissional. Esse cenário tem como consequência direta a impossibilidade do cargo para os mais pobres que, geralmente, não possui as competências exigidas - às vezes, nem o ensino médio completo. Visto que não consegue adentrar no mercado de trabalho legalmente, alguns apelam para o trabalho informal - como um protagonista da obra brasileira - e, sem segurança financeira, migram para a periferia, a fim de obterem os recursos adaptados para sobreviver na miséria: moradia e alimentação.      Uma vez que o número de cidadãos que vivem na carência econômica aumentou, o governo criou programas - como o Bolsa Família - que os reduziu no poder aquisitivo. Apesar de, na teoria, serem exemplares, na prática, tais projetos não extinguem a pobreza, já que o valor é insuficiente para suprir as necessidades de todos. Dado isso, os planejadores financeiros não têm como objetivo retirar a população da classe mais precária, e sim, decidir-la nela. Também, seja por interesses políticos ou monetários, a fiscalização sobre os recebedores dos benefícios é falha, permitindo, portanto, fraudes. Soma-se a essa vigilância frágil, o mau uso desses privilégios, que podem ser utilizados na aquisição de outros bens, não só os básicos.

Por fim, é nítido que a população pobre é portadora de dificuldades e acesso de maior apoio. Por isso, o Ministério da Cidadania deve aumentar o valor dos benefícios por meio de um mais eficaz controle sobre eles, para que apenas os necessitados do recebam, a fim de, realmente, conceder a esses brasileiros uma possibilidade de ascensão econômica. Essa ação é eficiente, pois, ao diminuir a quantidade de benefícios, retirando os fraudulentos, pode-se redistribuir o valor entre os outros beneficiários, aumento, assim, seu auxílio. Vale pensar que esse feito ajudaria militar de pessoas que se referia em situação precária, como a de Carolina de Jesus, em seu diário de favelada.