Pobreza em evidência no Brasil
Enviada em 30/04/2021
Na produção cinematográfica “Palafitas: O Pior Lugar para se Viver” exibida pelo Câmera Record, retrata o drama de brasileiros que vivem na maior favela de palafitas do Brasil. Nessa perspectiva, é notório que essa temática se perpetua até hoje, haja vista que o índice de brasileiro que vivem abaixo da linha da pobreza triplicou e atinge cerca de 27 milhões de pesssoas. Dessa forma, tal paradigma reflete o cenário desafiador no País, seja pelas desigualdades econômicas, seja pela negligência estatal.
Em primeiro lugar, herdeira de um modelo escravista e autoritário, a sociedade brasileira se formou através da desigualdade social e econômica. Sob esse viés, é notório as disparidades das classes sociais na atualidade, condição que corrobora para a perpetuação da violência em âmbito nacional. Isso ocorre devido à acelerada urbanização e ao desemprego, o qual induz uma parcela da população a condições degradantes facilitando assim, a entrada de muitos jovens ao mundo do crime e, consequentemente, o crescimento da violência urbana. Consoante o sociólogo e historiador alemão do século XIX Karl Marx, a violência é oriunda de determinadas relações sociais de produção: a luta de classes. No modo de produção capitalista, o Estado é concebido como a agência que garante a dominação de classe da burguesia sobre o proletaria do, tendo o Exército e a Polícia o recurso à violência ou sua ameaça para a manutenção dos seus interesses.
Outrossim, consoante Jesús Huerta de Soto, professor de economia da Universidade Rey Juan Carlos-Madri, a pobreza é uma indústria e, em uma democracia, é sempre possível lucrar politicamente em cima dela. Nesse contexto, a exigência de que o governo “tome medidas” para acabar com a pobreza serve apenas para alimentar o crescimento de uma burocracia que suga para si própria grande parte dos frutos da renda nacional, visto que a concentração de renda, as disparidades regionais e as dificuldades de crescimento econômico e de oferta de emprego refletem diretamente nas condições de vida da população.
Dessa forma, fica evidente a necessidade de criar caminhos para minimizar a elevada taxa de pessoas vivendo em condições precárias. Para tanto, o Governo Federal deve criar mais políticas públicas que visem a geração de empregos em comunidades como uma forma para di minuir os índices de pobreza extrema. Cabe lhe, ainda, por meio do Ministério da Educação incentivar a criação de centros educacionais para que os jovens possam desenvolver sua ascensão social. Ademais, cabe às ONGs formular projetos sociais, por intermédio de debates e palestras, mensalmente, em âmbito social, visando reunir especialistas para discutir junto aos órgãos governamentais medidas para erradicar a pobreza no País.