Pobreza em evidência no Brasil

Enviada em 26/07/2021

De acordo com uma pesquisa realizada pela Fundação Getúlio Vargas (FGV), cerca de 17,7 milhões de pessoas voltaram à pobreza entre os anos de 2020 e 2021. Nessa perspectiva, o cenário visto pelas consequências da pandemia Covid-19 colocou a pobreza novamente em evidência no Brasil. Essa questão é motivada tanto pelo aumento do desemprego durante a pandemia, como pela diminuição da renda da população que conseguiu manter alguma fonte de renda nesse período. Neste contexto, evidencia-se a necessidade de serem tomadas atitudes para impedir essa problemática.

A princípio, é evidente que o poder público falha ao cumprir o seu papel enquanto agente garantidor das políticas econômicas e sociais, o que contribui para o crescimento dos índices de pobreza no Brasil. Nesse sentido, de acordo com o portal de notícias G1, o desemprego atingiu a taxa recorde de 14,7% durante o período da pandemia. Assim sendo, o aumento do desemprego diminui a renda familiar e fortalece os índices de pobreza. E isso se demonstra como uma grande incoerência, já que o Estado deveria garantir as políticas públicas para gerar emprego e renda com o objetivo de diminuir a desigualdade social e reprimir a miséria, mas não é realizado na prática. Logo, é preciso uma intervenção para que essa questão seja modificada com o fito de alcançar o fim da pobreza esperado pela sociedade.

Igualmente, destaca-se a queda na renda média da população brasileira como uma das causas do problema. Nesse contexto, de acordo com o centro de políticas sociais FGV Social, a renda do trabalho da população caiu 20,1% em 2020, principalmente a das pessoas de menor receita. Portanto, os efeitos econômicos da pandemia levaram a uma queda no ganho principalmente da parcela mais pobre da população, de forma que agravou a situação. Desse modo, é inaceitável que o crescimento da pobreza leve tantas famílias a um estado de fome e miséria.

Portanto, medidas urgentes são exigidas para amenizar a questão. Logo, os Ministérios da Economia e da Cidadania, por meio de políticas públicas para fortalecer a economia e programas de combate à pobreza, devem estimular a criação de empregos e geração de renda, implantar programas de assistência à população mais carente, implementar programas de combate à fome e garantir recursos para redução da desigualdade social na pandemia. Nesse sentido, o fito de tal ação é conter o desemprego, amenizar os índices de pobreza e reprimir a fome e a miséria. Somente assim, esse problema será gradativamente erradicado.