Pobreza em evidência no Brasil

Enviada em 17/08/2021

A Constituição Federal Brasileira de 1988 dispõe sobre o princípio da igualdade no qual todos são iguais perante a lei garantindo aos cidadãos o direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e a propriedade. No entanto a segregação socioespacial e a desigualdade social são crescentes em nossa sociedade, devido à ganancia e ao egoísmo presente na sociedade. Diante dessa realidade faz-se necessário a intervenção do Estado para garantir o equilíbrio entre as classes.

Segundo o geógrafo brasileiro, Milton Santos, afirmou que a globalização criou uma anomalia nas comunidades mais pobres, agravando a desigualdade socioeconômica e não integrando todos os indivíduos igualmente. Portanto, as facilidades estabelecidas pela modernidade não foram desenvolvidas para beneficiar a qualidade de vida de todos, o que pode ser exemplificado pelas diferenças na infraestrutura do espaço urbano devido à riqueza e influência dos moradores, como bairros com boa localização e moradores eminentes tem mais segurança e qualidade de vida do que favelas e bairros pobres.

Diante desse cenário e de  acordo com a Organização das Nações Unidas (ONU), o Brasil, que havia deixado o Mapa Mundial da Fome em 2017, voltou para este, no ano de 2019. Enquanto isso, no mesmo ano, o país somou à sua lista mais 10 bilionários, ou seja, pessoas com mais de R$ 999.999.999,99, evidenciando um grande desequilíbrio entre as divisões sociais, aonde ao mesmo tempo que várias pessoas não têm condições para se alimentar, outras tem a capacidade de sustentar milhares, mas geralmente não acontece.

Infere-se, portanto que medidas são necessárias para resolver a pobreza urbana no Brasil. Para isso, urge que o Governo Federal juntamente com o Ministério da Cidadania auxilie financeiramente para todos que estão em situações de pobreza por meio de projetos sociais a fim de que todos tenham uma qualidade mínima de vida, além dos municípios tratarem com imparcialidade questões de segregação urbana. Somente assim, haveria uma equivalência na qualidade de vida das pessoas, fazendo valer o que prega a Constituição.