Pobreza em evidência no Brasil
Enviada em 12/11/2021
A Riqueza da Justiça
“ A riqueza de uma nação se mede pela riqueza do povo, não pela riqueza dos príncipes”, essa celebre frase é atribuída ao economista britânico Adam Smith, considerado o mais importante teórico do liberalismo econômico. Todavia, com condições desiguais dentro da educação e a instabilidade política no Brasil, a riqueza concentra-se apenas em uma parte da população, deixando outra parcela à beira da miséria.
A princípio, é importante destacar que uma educação qualificada é primeiro passo para a redução da pobreza no Brasil, tendo em vista, que a qualificação profissional possibilita uma perspectiva mais positiva sobre a renda familiar. Entretanto, tal modo de vida é limitado apenas para aqueles que possuem recursos para se aprimorarem, seja na escola ou na faculdade. Segundo pesquisa realizada pelo IBGE no Brasil existem mais de 11 milhões de analfabetos, entre eles 7% tem menos de 15 anos. Dessa forma, as desigualdades não existem somente no fator econômico, mas também, no fator social. Diante dessa premissa, o educador brasileiro Paulo Freire afirma, “se a educação sozinha não transforma a sociedade, sem ela tampouco a sociedade muda. ” Logo, para uma transformação na realidade econômica nacional, é preciso primeiramente, aprimorar a ferramenta capaz de alterá-la.
Da mesma forma, a omissão do Governo Federal para solucionar os problemas ligados ao pauperismo agrava ainda mais a situação. Sob esse contexto, o filosofo Aristóteles em sua teoria sobre igualdade, afirma que quanto mais uma coisa é comum a um maior número de ínviduos, menos cuidado ela recebe. Assim, tal teoria corrobora que o Estado não dispensa a atenção necessária para com a problemática das mazelas, realidade enfrentada por grande um número de famílias brasileiras, como também não cumpre seu papel fundamental como agente fornecedor dos direitos básicos de bem-estar e de equidade, conforme assegura a Constituição Federal de 1988.
Portanto, para reverter a realidade de extrema pobreza na qual o Brasil se encontra, o Ministério da Educação deve buscar parcerias com empresas do setor privado, em que sejam ofertados cursos profissionalizantes em áreas carentes tanto remota quanto presencialmente, para proporcionar as mesmas condições a todos, como também, construir mais escolas em regiões necessitadas onde o acesso aos estudos ainda não é possível. Outrossim, o Ministério da Economia precisa traçar um plano de metas para a redução da pobreza, por meio de programas, por exemplo a ampliação do bolsa família e a criação de novos auxílios. Dessa maneira, riqueza de um povo será de fato, a riqueza do povo.