Pobreza em evidência no Brasil
Enviada em 03/11/2021
A série “Expresso do Amanhã”, disponível na “Netflix”, retrata o cotidiano de sobreviventes dentro de um trem, porém a segregação populacional pelas classes sociais se faz constante ao longo da série. Contemporaneamente não é diferente, a pobreza é notória e aumenta incessantemente. Assim, torna-se pertinente pontuar as causas da evidente pobreza em âmbito nacional.
Primeiramente, vale destacar que o período pandémico atual, causado pelo vírus SARS-CoV-2, é um importante impulsionador dos níveis de pobreza brasileiros e mundiais, uma vez que elevou os índices de desemprego. Nesse cenário, uma análise realizada pelo PNAD (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios) afirma que o número de desempregados aumentou de 11,9% em 2019 para 14% em 2021, índice recorde desde o início das pesquisas sobre esse tema. Nessa perspectiva, um relatório disponibilizado pelo site “UOL” alega que a renda média nacional sofreu uma queda de 7% no último ano. Desse modo, é notório que a pandemia aumentou a dificuldade financeira em grande parcela das famílias brasileiras.
Ademais, a segregação social, gerada a partir do período colonial e, com uma maior evidência, com a escravidão, culmina com a manutenção da classe pobre, tendo em vista o preconceito da população e com a baixa distribuição de poder, restringindo o dinheiro a uma pequena taxa da população. Nesse ínterim, ao observarmos o uso do espaço brasileiro, percebe-se que a população melhor financeiramente se encontra em bairros planos, já os cidadãos menos afortunados residem em áreas ingrimes e, em sua maioria, em perigo de deslizes. Outrossim, a pesquisa produzida pela “Fundação Procon” reconhece que 40% dos entrevistados já sofreram algum tipo de discriminação nas relações de consumo. Dessa maneira, averígua-se que as segregações sociais unidas ao preconceito evidenciam a pobreza no Brasil.
Entende-se, portanto, que o Ministério do Trabalho deve disponibilizar incentivos para a contratação de desempregados, por meio da diminuição das taxas de impostos por contratos assinados, co o intuito de elevar o número de contratados e, consequentemente aumentar a renda media nacional, diminuir a taxa de desempregados e a segregação social. Posto isso, será superado o mal causado à população do século XXI pela pobreza, e, dessa forma não mais viveremos um Brasil com problemas análogos ao abordado em “Expresso do Amanhã”.