Pobreza em evidência no Brasil
Enviada em 31/03/2022
A Constituição brasileira de 1988, documento jurídico mais importante do país, promove, por meio de seu artigo 6°, o acesso ao respeito, saúde, lazer, educação entre outros, como inerentes a todo cidadão do país. No entanto, é fato que muitos desses direitos não podem ser acessados de forma gratuita, e precisam de generosas quantidades de dinheiro para serem desfrutados. Tal fato se torna problema quando há uma análise da pobreza em evidência no Brasil, que é potencializada pela falta de auxílios governamentais e um sistema de educação pública impossibilitado de capacitar o indivíduo a realizar atividades bem remuneradas.
Antes de tudo, é necessário debater sobre a falta de auxílios do Estado a indivíduos de baixa renda. De acordo com o iluminista John Locke, tal deficiência em ajudar essa parcela da população causa uma quebra do contrato social entre as autoridades públicas e o cidadão comum. Dessa forma, é notável a impossibilidade do pobre de melhorar economicamente, já que o mesmo tem sua renda tomada em forma de impostos, porém, não é recompensado. Logo, é necessário que ocorra mudança nessa relação entre indivíduo e governo.
Além disso, deve-se analisar a ineficiência do sistema público de educação em capacitar os alunos de baixa renda a realizar atividades laborais mais bem recompensadas. Segundo a pedagoga Vera Maria Condau, o sistema de ensino atual ainda é preso aos moldes do séc. XIX, sendo indiferente as exigências da sociedade contemporânea. Diferentemente, as escolas particulares possuem melhores condições de ensino, o que torna a camada mais rica ainda mais dominante sobre a pobre.
Em suma, é necessário que o governo, principalmente, o Ministério da Educação e Cultura, promova palestras e eventos populares de capacitação em áreas de baixa renda, além de destinar verba para auxíliar diretamente os estudantes mais pobres. Tal atitude, tem como objetivo proporcionar melhores chances de ascensão econômica para a população carente, que poderá ocupar cargos que exigem maior capacitação e, consequentemente, são mais bem remunerados.