Pobreza em evidência no Brasil
Enviada em 21/07/2022
A crise econômica é um dos maiores riscos das sociedades capitalistas, o Brasil já passou por diversas delas ao longo da história. Sabe-se que com o fim do “milagre econômico", em 1973, houve intensa instabilidade financeira, aumento da inflação sob produtos básicos e aumento da pobreza. Como no passado, crises têm afetado a população; o aumento demográfico das cidades e a falha na distribuição de renda geram um ciclo de novos desequilíbrios no sistema econômico e ampliam a escassez econômica. Portanto, é necessário que haja debate e implantação de medidas legais para reduzir o problema da pobreza gerada pela crise.
Conforme dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, existem 3,5 milhões de desempregados no Brasil, este índice está relacionado a progressiva especialização do ofício, empresas buscam por profissionais tecnicamente qualificados e não há emprego para toda a população. Somado a isso, o Brasil é um dos países com pior distribuição de renda do mundo, de acordo com a Organização das Nações Unidas. Logo, a realidade da falta de trabalho e a intensa concentração de renda geram aumento da situação de pobreza na sociedade.
Como consequência da pobreza, há diminuição do número de vendas comerciais, pois contextualizando as ideias de Adam Smith, economista teórico, tem-se que a redução da demanda de produtos causa aumento nos custos, diante disso, há maior crise no sistema econômico e ampliação do desemprego. Percebe-se, portanto, que há um ciclo de instabilidades financeiras observável em todos os países de economia capitalista, e que reproduz pobreza e desigualdade.
Desse modo, para interromper tal ciclo, é necessária a ação do Estado brasileiro, a partir da criação e execução de leis que garantem melhor distribuição de renda, como a imposição de impostos sobre grandes fortunas e leis de arrecadação tributária sobre transações internacionais; além disso, o Estado também deve ampliar as ofertas de trabalho para a população, a partir de investimento em capacitação profissional, com a oferta de cursos técnicos, atribuindo subsídios a empresas privadas que derem oportunidades a parcela da população pobre e marginalizada. Somente assim, o Brasil poderá superar os entraves da crise econômica e solucionar a questão da pobreza.