Pobreza em evidência no Brasil

Enviada em 27/06/2023

A pobreza é um problema persistente e de grande relevância no Brasil. Segundo dados levantados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) em 2021, há cerca de 17,9 milhões de brasileiros em situação de extrema pobreza. Portanto, é mister evidenciar os males da pobreza absoluta para que se possa encontrar um meio para que o governo possa intervir.

Em um primeiro momento, é necessário entender o que é a pobreza absoluta. Essa se refere à renda per capita básica necessária para viver, isto é, um salário mínimo para que uma família possa pagar por sua alimentação, educação, saúde, moradia e acesso aos serviçõs essenciais. Esses estudos são realizados pelo IBGE e a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD). Entretanto, um salário mínimo não acompanha as imprevisibilidades surgidas ao longo do ano, como uma casa que pode ser destruída devido a uma forte tempestade, por exemplo. Assim, esse estudo supoe que nada aconteça ao longo de um ano com uma família, que o ano termine para uma família da mesma forma que começou.

Somado a isso, há a inflação corrobora para que uma família perca seu poder de compra ao longo do ano. Conforme o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), 2022 terminou com uma taxa de inflação acumulada em 5,79%. À vista disso, a renda mínima recebida por uma família no começo do ano, fica abaixo do necessário ao chegar aos meses finais. Desse modo, o brasileiro, com imprevistos ao longo do ano, naturalmente, busca empréstimos e entra no ano seguinte já com novas dívidas e que mesmo havendo o reajuste salarial, este não soma as contas do ano anterior, como citado anteriormente, somente o necessário para a sobrevivência.

Portanto, o governo federal junto aos municípios deve intervir com maiores investimentos em infraestruturas de serviços básicos. De modo que esses investimentos consigam suprir eventualidades sociais, como surtos de doenças e alagamentos, bem como poder gerar auxílios eventuais, além dos auxílios continuados como o Bolsa Família, a fim de que uma família que receba um salário mínimo possa terminar o ano com o mesmo poder de compra em que começou.