Pobreza em evidência no Brasil

Enviada em 03/01/2024

O filme “O Poço” retrata uma prisão com uma sociedade de pessoas subjugadas a uma hierarquia de quartos com níveis de andares diferentes e superiores entre si, figurando como o mundo vive em uma desigualdade social, em que os que estão acima são os privilegiados, já os outros são os despossuídos. Assim, vê-se na sociedade que, embora não se viva na Índia, onde há castas sociais obrigatórias, os brasileiros estão longe de sair da pobreza pela inoperância estatal e aspectos socioculturais.

Diante disso, é preciso pontuar o dever do governo no cuidado com a população. Nesse sentido, segundo Nicolau Maquiavel, “para bem conhecer o caráter do povo, é preciso ser príncipe, e para bem conhecer o do príncipe, é preciso pertencer ao povo”. No entanto, vê-se que o governo não trabalha com maestria pela sociedade: não investindo em mais educação, segurança e saúde. Dessarte, é possível ver-se no Brasil, respectivamente, crianças sem conseguir uma matrícula em uma escola pública pelo grande contingente; aumento da criminalidade; e o SUS com lotação de pessoas desassistidas, pois a oferta é pouca para a demanda.

Ademais, é preciso perceber o panorama de assimetria social. Em vista disso, a história brasileira foi construída sob uma extração colonial, em que os portugueses faziam o escambo, trocando mercadorias pelo trabalho dos indígenas para extraírem o Pau-Brasil para eles. Por conseguinte, assim se faz presente hoje em dia: uma elite manda na outra, controlando seu tempo e suas ações, tratando os “menores” como mercadorias, pondo em risco sua qualidade de vida com trabalhos informais e insalubres, por a carga horária ser abusiva e o “salário” não compensar. Sendo assim, a pobreza continua a existir e a maioria não evolui.

Portanto, é notório que a pobreza é de chaga estatal e sociocultural. Logo, o Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome tem que fazer campanhas para democratizar mais apoio do governo à população, melhorando seus pilares, por meio de um projeto estatal, em que haja um investimento em um serviço social com criações de mais ONG’s, para dar condições e estrutura aos desfavorecidos, fazendo também concursos de emprego de nível básico, sem ensino médio, para incluir os mesmos em uma economia mais ativa para o Brasil.