Pobreza em evidência no Brasil
Enviada em 04/01/2024
O filme “O Poço” retrata uma prisão com um conjunto de pessoas subjugadas a uma hierarquia de quartos com níveis de andares diferentes e superiores entre si, figurando como o mundo vive em uma desigualdade social, em que os que estão acima são os privilegiados, e os outros, os despossuídos. Assim, vê-se que, embora não se viva na Índia, onde há castas sociais obrigatórias, o Brasil está longe de acabar com a pobreza pela ineficácia estatal e aspectos sociocultuais.
Diante disso, é preciso pontuar o dever do governo no cuidado com a população. Nesse sentido, segundo o site Politize, “O Brasil é o único país entre as dez maiores economias do mundo, como México, em que os gastos privados, feitos pelos planos de saúde e famílias, superam os gastos públicos, 3,6% do PIB, sendo esses, por pessoa, inferiores à média mundial, 571 dólares anuais por pessoa.”. Dessarte, vê-se então que o governo não investe tanto assim, publicamente, na saúde da população, comparado a países desenvolvidos, como o citado a cima, contribuindo para uma população com boa parte que vive na pobreza desfavorecidos na saúde.
Ademais, é preciso perceber o panorama de assimetria social. Em vista disso,
segundo relatório de 2016 da OCDE, Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico, gasta-se anualmente US$ 4.318,00 por estudante desde o ensino fundamental até o superior, haja vista que a média dessa é de US$ 9.317,00. Por conseguinte, famílias que nascem desestruturadas sem condições de mudar isso em suas gerações não têm educação de qualidade e ficam refém da contínua pobreza, pois o desenvolvimento social e qualidade de vida acabam envovidos e comprometidos no futuro desses.
Portanto, é notório que a miséria é de chaga estatal e sociocultural. Logo o Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome tem que fazer campanhas para democratizar mais apoio do governo à sociedade, melhorando seus pilares, por meio de um projeto estatal, em que haja um investimento em um serviço social com criações de mais ONG’s, para dar estrutura e condições aos desfavorecidos, com mais concursos de emprego de nível básico, a fim de tornar a vida de trabalho dessas pessoas mais ativa e inserir-las na economia do Brasil; fazendo jus de fato à bandeira do Brasil que diz “Ordem e Progresso”.