Pobreza em evidência no Brasil

Enviada em 02/02/2024

O filme “O Poço” retrata uma prisão com uma sociedade de pessoas subjugadas a uma hierarquia de quartos com níveis de andares diferentes e superiores uns aos outros, figurando como o mundo vive em uma desigualdade social em que quem está acima são os privilegiados, e os outros, os despossuídos. Assim, vê-se na sociedade que, embora não se viva na Índia, onde há castas sociais obrigatórias, os brasileiros estão longe de sairem da pobreza pela inoperância estatal e aspectos socioculturais.

Diante disso, é preciso pontuar o dever do governo no cuidado com a população. Em vista disso, a Constituição Federal de 1988— que contribuiu para fortalecer os direitos individuais e sociais— garante o acesso à saúde, educação, trabalho e moradia. No entanto, vê-se que a lei expressa no artigo 6º, que diz que deve ser resguardado pelo Estado de forma positiva que todos tenham um teto sob o qual se abrigar, a mesma não é assegurada à população por falta de políticas públicas contra a pobreza de forma eficaz, para que não haja mais pessoas marginalizadas nas ruas, como se vê todos os dias, dormindo em calçadas.

Ademais, é preciso perceber o panorama de assimetria social. Sob tal ótica, o naturalismo mostra um realismo em que as pessoas são determinadas pela hereditariedade e ambiente. Dessarte, segundo o IBGE— Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística— em 2021, o número de brasileiros vivendo abaixo da linha da pobreza aumentou 22,7% na comparação com 2020. Já o número de pessoas em situação de extrema pobreza saltou 48,2% no mesmo período. Por conseguinte, nota-se que a sociedade elitista, que vive com concentração de renda, continua agindo em detrimento dos nascidos desestruturadamente, familiarmente.

Portanto, é notório que a pobreza no Brasil é de chaga estatal e sociocultural. Logo, o Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome tem que fazer campanhas para democratizar mais apoio governamental aos desfavorecidos, por meio de um projeto estatal, em que haja mais criações de ONG’s para dar-lhes condições e estrutura para inseri-los em uma economia mais ativa, criando mais concursos de emprego de nível básico, para colocá-los em uma vida de trabalho duradoura.