Polêmicas acerca da expansão do agronegócio no Brasil
Enviada em 27/08/2019
Segundo o filósofo Émile Durkheim, a sociedade pode ser comparada com um corpo biológico, onde a estabilidade é dada pelo equilíbrio das partes que o compõem. Com base nessa conceituação, pode-se inferir que, tal equilíbrio é rompido com a ambiciosa expansão do agronegócio brasileiro. Desse modo, nota-se um explícito cenário onde há o comprometimento das reservas e recursos ambientais do país.
Em primeiro plano, vale ressaltar o contexto da agricultura e pecuária no Brasil. Dominando a lista de incidentes causadores do desflorestamento na Amazônia, o avanço irresponsável de tal negócio traz inúmeras baixas quanto à preservacão de riquezas ainda inalteradas pelo homem. Visão circunstâncial muito bem compreendida pelo documentário televisivo “CowSpiracy”, onde é retratado as consequências dos gastos exorbitantes em recursos naturais com o avanço da pecuária vigente.
Em segundo plano, cabe evidenciar a negligência das estruturas Governamentais, na qual permitem a flexibilização das leis ambientais. Como conseguinte desse descaso, observa-se um panorama de real contribuição para o aquecimento global e de constantes casos de queimadas florestais, oriundos do ambicioso desmatamento agronômico. Tal situação pode ser explicada pelo físico Stephen Hawking, onde a sociedade corre risco de se destruir por conta de sua cobiça e estupidez.
Torna-se indúbitavel, portanto, tomada de medidas a fim de mitigar os impactos decorrentes. Para isso, cabe ao Governo Federal, em figura de poder Legislativo, criminalizar com mais rigidez o avanço irresponsável da agronomia no Brasil. Além disso, é imperioso a criação de algoritmos instrumentais via satélite, coordenados pelo Ministério da Agricultura em parceria com a Agência Espacial Brasileira (AEB), que possibilitem a eficácia fiscal quanto ao avanço de empresas agropecuárias. Desse modo, será possivel estabelecer o equilíbrio na questão economica e ambiental em voga.