Polêmicas acerca da expansão do agronegócio no Brasil
Enviada em 31/08/2019
O Brasil desde a sua colonização vende em larga escala produtos agrícolas, como, por exemplo, cana de açúcar no século XVII e soja nos dias atuais como principal deles, garantindo, assim, demasiado lucro à nação. No entanto, o agronegócio exige em demasiado do meio ambiente, sendo o principal responsável pela destruição das florestas brasileiras e pelo uso excessivo dos recursos naturais. Diante dessa realidade, instala-se um impasse entre a necessidade do agronegócio e os riscos que ele traz ao meio ambiente.
Em primeiro âmbito, como é preciso um amplo espaço terrestre para que haja a produção agrícola para a exportação, as florestas tornam-se alvos dos grandes produtores rurais. Dessa forma, o país passa a enfrentar condições ambientais alarmantes, personificadas através da denominação do Cerrado e da Mata Atlântica como hotspots, nos quais são classificados assim por terem recordes de áreas degradadas, arriscando sua existência. Além disso, não é apenas a vegetação destruída, vários ecossistemas deixam de funcionar e o solo deixa de ser fértil pelo uso excessivo de agrotóxicos prejudicando, assim, a fauna e a flora do domínio morfoclimático.
Outrossim, a agropecuária precisa de uma grande quantidade hídrica e de pastos, para manter os animais alimentados e hidratados para o abate. Sob essa linha de raciocínio, o documentário “Cowspiracy” caracteriza com exatidão o gasto da água quando explica que para produzir um hambúrguer são necessários mais de mil litros de água. Ademais, a pecuária é uma grande produtora de monóxido de carbono, devido ao processo metabólico dos animais e devido às queimadas para produzir o pasto, corroborando para a acentuação do efeito estufa.
Portanto, um país que esteja realmente engajado no fim dessa dualidade entre a permanência da natureza ou a evolução da pecuária é preciso que o Ministério da Fazenda que é capaz, através de tecnologia, produzir rações menos prejudiciais ao meio ambiente e formas de produção mais eficazes em uma pequena porção de terra. Essa atitude se concretiza, por meio de benefícios, com a isenção de impostos, dado aos latifundiários que se comprometam a manter sua produção mais sustentável. Para que assim, finalmente, não se tenham mais hotspots como uma realidade das florestas brasileiras e também que documentários, como “Cowspiracy”, tenham uma visão mais positiva sobre o agronegócio.