Polêmicas acerca da expansão do agronegócio no Brasil

Enviada em 14/09/2019

A segunda Revolução Industrial, iniciada no século XX, deu começo a uma era de inovações voltadas não somente para área urbana como também para a rural. Nesse prisma, o agronegócio sofreu uma forte expansão, em especial no Brasil, devido ao aprimoramento das técnicas agrícolas. Contudo, o uso indiscriminado de agrotóxicos e a falta de desatenção a sustentabilidade, fizeram dessa atividade uma ameaça ao meio ambiente no país. Nesse sentido, diante dessa realidade temerária que mescla conflitos nas esferas ambiental e social, faz-se necessária a realização de medidas para superar os prejuízos dessa prática econômica.

Em primeira análise, pode-se mencionar que a expansão desenfreada do agronegócio contribui de maneira significativa para o aumento de áreas desmatadas em solo nacional. Segundo pesquisas da Embrapa (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária), cerca de 93% da agropecuária no Brasil é extensiva, ou seja, é desenvolvida em longas áreas, com baixo investimento, dessa forma, na tentativa de obter maiores lucros, os empresários expandem suas áreas desmatando a cobertura vegetal de biomas importantes de maneira irresponsável. Por conseguinte, a diminuição dessas árvores implica em um menor sequestro de carbono, causando o aumento do efeito estufa e aquecimento global, bem como a extinção de biomas, tendo como resultado prejuízos para a saúde humana, e a diminuição na variedade biológica dos ecossistemas.

Outrossim, vale ressaltar a inoperância social diante desse cenário. George Orwel afirma em seu livro “A revolução dos bichos”, que a sociedade continua se prejudicando diante do poder capitalista dos donos de produção agropecuária, nesse contexto, pode- se refletir acerca da intensa elevação do mercado consumidor ao longo dos anos, a qual se fez necessária uma produção em massa em ritmo acelerado que levasse menos tempo para chegar nas mãos do consumidor. Logo, os produtores, visando atender as exigências desse consumo moderno, passaram a utilizar produtos químicos, como fertilizantes e agrotóxicos em suas fazendas, sendo esse uso de forma exacerbada. Consequentemente, há contaminação de águas subterrâneas e rios, que ameaça a qualidade para o consumo humano, bem como perigo para fauna e à saúde da população que consome esses produtos.

Portando, diante do exposto, medidas são necessárias para se obter um desenvolvimento econômico sustentável. Em razão disso, é viável que o Estado controle as áreas florestais protegidas, com intuito de detectar o expansionismo do agronegócio e reduzir o desmatamento dos biomas nativos. Além disso, o Ministério do Meio Ambiente, deve analisar os riscos que o uso dos agrotóxicos podem causar para o meio ambiente e à saúde, com objetivo de estrigir o uso daqueles que apresentar altos danos.