Polêmicas acerca da expansão do agronegócio no Brasil

Enviada em 05/09/2019

“Na natureza nada se cria, nada se perde, tudo se transforma”. A frase do Químico Lavoisier exemplica as transformações benéficas da natureza. No entanto, a expansão do agronegócio devido às novas técnicas impostas no campo, tornou o Brasil no maior exportador de soja do mundo de maneira não tão saudável. Nesse sentido, apesar de expandir o desenvolvimento, tal feito trouxe consequências maléficas ao ambiente e à economia. Em face disso, urge a atuação do Estado e da iniciativa privada com o fito de resolver a problemática.

Sob esse viés, cabe apontar o enorme impacto ao ambiente mediante as práticas do agronegócio surgidas no século passado. Em razão disso, após o início da Revolução Verde em 1960 e sua consequente possibilidade de aproveitar os solos ácidos do serrado por meio da tecnologia e correção do solo, o desmatamento do bioma vem ocorrendo em larga escala com a expansão da agropecuária aliada à indústria, o que acaba por favorecer um desequilíbrio ambiental em decorrência de atividades ligadas à exportação de soja e criação de animais. Além disso, segundo a Revista Guia do Estudante, quase metade do desmatamento da amazônia é causado para abrir lavouras de soja, corroborando os efeitos indeléveis e agressores ambientais que precisam ser detidos.

Por conseguinte, é válido ressaltar as conquências ruins que a economia lucrativa provoca no cenário global. Nessa perspectiva, com o aumento de importações e o crescimento econômico da China, maior importadora de produtos brasileiros, a busca desenfreada por produzir cada vez mais tem imposto medidas que desfavorecem majoritariamente os princípios éticos da economia, uma vez que o aumento da produção implica cada vez mais a implantação de alimentos transgênicos(geneticamente modificados), a fim de aumentar a produção e resistência no ambiente. No entanto, a medicina ainda não comprovou se o método é, de fato, satisfatório, podendo comprometer a qualidade da saúde da população brasileira em prol de uma lucratividade econômica exploratória.

Diante disso, é de fulcral importância que se modifique os âmbitos ambiental e econômico a fim de solucionar a situação-problema. Assim, é dever do Estado, por intermédio do Poder Legislativo, a criação e implantação de Leis que respeitem o Código Florestal e delimitem uma área máxima de ocupação para plantio e criação de animais, bem como, por meio de parcerias com empresas privadas do agronegócio, ofereça subsídios àquelas que cumprirem sua função nos âmbitos envolvidos. Ademais, também é possível a atuação do Poder Público na incorporação do reflorestamento em áreas degradadas como os Biomas Cerrado, Mata Atlântica e Amazônico a fim de atenuar os problemas causados pela economia. Dessa maneira, o pensamento de lavoisier será praticado corretamente.