Polêmicas acerca da expansão do agronegócio no Brasil
Enviada em 11/09/2019
Injustiça na mesa
A divisão do território brasileiro ainda no período quinhentista mostrou-se injusta e desigual, com as grandes Capitanias hereditárias e sesmarias. Em sequência, no período colonial, a Lei de Terras reafirmou tais adjetivos, pois garantiu o acesso à terras apenas aos burgueses e aristocratas. Contemporaneamente, observa-se as marcas dessa historiografia com um agronegócio fundamentado nos latifúndios, que impossibilitam um superávit expressivo, bem como agregam problemáticas à sociedade.
Em primeira Instância, a expansão desse ramo empresarial mostra-se prejudicial à economia. Nesse sentido, a comparação com grandes potências faz-se necessária. Assim, Países como a Inglaterra e Alemanha utilizam-se da agricultura familiar como forma principal de produção e, com isso, conseguem fomentar a competição, que é fator fundamental para garantir um bom lucro para os cofres públicos. Em paralelo, o agronegócio brasileiro estrutura-se e expande-se com os latifúndios, com os quais grandes empresários monopolizam o mercado, gerando menos capital para a União.
Ademais, vale salientar que tal preponderância gera uma baixa qualidade dos alimentos no mercado. Nesse contexto, o uso dos agrotóxicos e espécies transgênicas tornam os produtos finais perigosos para consumo. Tais ferramentas, que agilizam o processo para que a demanda interna e externa seja contemplada, e que podem ser custeadas pelos grandes fazendeiros, possuem componentes químicos tóxicos ao corpo humano. Dessa forma, ao caírem na corrente sanguínea, atingem todos os seus sistemas e sobrecarregam órgãos como o fígado, baço e rins, que estão ligados à funções de filtração e desintoxicação do sangue e organismo como um todo.
Fica evidente, portanto, que a expansão do agronegócio brasileiro na configuração atual mostra-se prejudicial. Com o fim de torná-la aliada da economia e sociedade, o Ministério da agricultura deve garantir o aumento das produções familiares, com incentivos fiscais que corroborem a compra de lotes de terras, para que o acesso torne-se menos injusto. Além disso, a União deve promover parceria com as Universidades Federais, para que essas promovam pesquisas sobre a quantidade de fitossanitários que ainda preserve a saúde do corpo humano e haja uma regulamentação mais saudável a esse respeito. Somente assim o agronegócio ficará livre das amarras históricas da injustiça e produzirá alimentos, de fato, saudáveis.