Polêmicas acerca da expansão do agronegócio no Brasil
Enviada em 24/10/2019
A primeira república no Brasil é um grande exemplo de como a sociedade brasileira sempre foi controlada pelo agronegócio, já que a política da época estava totalmente voltada a um produto agrícola, o café. Desde então, a agropecuária e todo o mercado voltado a esse negócio tem gerado cada vez mais desigualdades sociais, econômicas e imensuráveis prejuízos ao meio ambiente, prejudicando a sociedade seriamente. Nesse sentido, convêm analisar os principais efeitos desse impasse.
Primeiramente, é válido destacar o agronegócio como controlador da política e da economia nacional. Isso se dá através de uma bancada ruralista, que, sendo a maior do Congresso Nacional, consegue promover uma economia direcionada a seus interesses, gerando nítidas consequências negativas, como a concentração fundiária, que de acordo com o IBGE 41% do território pertence à agropecuária, além da alta dependência das commodities — que perdem cada vez mais valor — em detrimento do setor industrial, responsável por gerar maior parte dos empregos e progresso tecnológico.
Outrossim, vale salientar o enorme impacto ambiental do agronegócio, que de acordo com a FAO (Fundo das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação) implica em 70% do desmatamento do maior banco biogenético do mundo, a amazônia, e por ameaçar de extinção importantes biomas, como o cerrado e os pampas, provoca intensa degradação e contaminação tanto dos solos, como das águas. Logo, faz-se imprescindível a dissolução dessa conjuntura que traz contínuo retrocesso.
Por tudo isso, fica clara à necessidade da população eleger representantes políticos que tenham como pauta reduzir o monopólio do agronegócio na economia e impor uma política de desenvolvimento sustentável, por meio de maiores investimentos na produção de tecnologia e desenvolvimento de um parque industrial, a fim de não só gerar mais empregos e crescimento econômico, mas também criar uma responsabilidade ambiental.