Polêmicas acerca da expansão do agronegócio no Brasil
Enviada em 27/10/2019
O filme “Interestelar” retrata o planeta Terra em um futuro distópico, o qual apresenta-se assolado constantemente por tempestades de areia e pragas que destroem plantações. Imediatamente constata–se que, contrário a ficção, a agricultura no Brasil vem progressivamente desenvolvendo técnicas e tecnologias, gerando uma sofisticação dos meios e expandindo a produção através da integração de cientistas e produtores. Nesta perspectiva, avaliar as causas e efeitos acerca da expansão do agronegócio no território brasileiro é imprescindível para a efetiva conscientização e resolução do contratempo.
Historicamente, são ilustrados incontáveis cenários em que técnicas contemporâneas de produção elevaram o nível de vida da espécie humana. Sob essa ótica, a Revolução Verde – que tinha o propósito de aumentar a produção agrícola através de pesquisas em sementes, fertilização e maquinário – foi essencial para a ampliação e modernização da agricultura e agropecuária. Ademais, segundo o jornal Estadão o Brasil ultrapassou o Canadá e se tornou o terceiro maior agroexportador do mundo, o qual é exposto a um significativo fluxo de pessoas, mercadorias, transportes e também a novos patógenos, os quais testam continuamente o sistema de vigilância fito zoossanitário brasileiro.
Analogamente, segundo o filosofo iluminista Adam Smith: “o consumo é a única finalidade e o único propósito de toda produção”, dessa forma os setores da agricultura e pecuária tendem a se adaptar utilizando inovações tecnológicas que facilitem o processo de criação. Ademais, a fim de atender às exigências de mercado, os produtores passam a utilizar sementes geneticamente modificadas – as quais os efeitos colaterais na vida humana ainda são desconhecidos, inúmeros agrotóxicos e fertilizantes que entre outras consequências, causam respectivamente a erosão gênica, a contaminação do solo e das águas superficiais e subterrâneas.
É fundamental, portanto, que os impasses advindos acerca da amplificação do agronegócio em território nacional, sejam admitidos e combatidos. Diante disso, o Ministério de Meio Ambiente deve investir recursos financeiros em autarquias como o IBAMA, com o propósito de intensificar o controle nas áreas florestais protegidas, por meio do mapeamento do território via satélite, com intuito de detectar o expansionismo de atividades ligadas à agricultura e agropecuária. Além disso, cabe uma parceria governamental com as mídias televisivas de modo a exibir programas educativos sobre agronegócio sustentável e economia ecológica. Posto isso, é possível mitigar os impactos oriundos da expansibilidade do agronegócio e tornar a sociedade contemporânea consciente diante desta problemática.