Polêmicas acerca da expansão do agronegócio no Brasil

Enviada em 22/11/2019

Segundo o artigo 225, todos têm direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado, contudo, ao se fazer análise da atual conjuntura do país no que tange o âmbito do desenvolvimento sustentável é fato que o agronegócio no país exerce um papel de vilão. Nesse sentido, o que de um lado cita-se como a expansão da fronteira agrícola, de outro exerce o papel de aniquilador dos recursos naturais do país.

De acordo com a obra “A ilha de utopia” de Tomas Morus, esse local se apresenta como um lugar ideal, onde as pessoas são conscientes e o meio ambiente é preservado. Logo, na medida em que se faz comparação do Brasil e a ilha utópica de Morus observa-se a distopia. Uma vez que, por consequência da superexploração país apresenta dois biomas com risco iminente de desaparecer. Como por exemplo, o cerrado que já possui mais da metade do seu território devastado pelo plantio de soja. Que por sua vez, é denominado de Hotspot-isto é, área com grande risco de extinção.

Além disso, baseando se na obra de Karl Marx “O capital” é notório que a preocupação com os lucros se sobrepõe ao interesse em alicerçar ao desenvolvimento sustentável. Dado que, o que se observa é a ampliação do uso de agrotóxicos-que por sua vez prejudica os mananciais e reservas subterrâneas, invasão de áreas indígenas-ameaçando a sobrevivência dessas comunidades, somado a isso com o desmatamento contribui-se significativamente para a potencialização do aquecimento global.

Portanto, é fundamental a ação do Estado para mitigar os efeitos nocivos que resultam do agronegócio. Diante disso, mediante uma alteração na Lei de Diretrizes Orçamentárias, cabe ao Congresso Nacional a elaboração de medidas mais severas que visem punir agricultores que não obedecem as atuais leis ambientais além de incentivar a agricultura orgânica por meio de subsídios e isenções fiscais aos novos adeptos. Assim, gradativamente o país se tornará a representação fidedigna da idealizada ilha de Morus.