Polêmicas acerca da expansão do agronegócio no Brasil
Enviada em 19/03/2020
É incontrovertível que a história brasileira é calcada no agronegócio, haja vista os grandes ciclos do açúcar, no século XVI, do café, no século XIX, e da soja, no século XXI. Nesse contexto, o agronegócio tupiniquim se expandiu de forma indiscriminada, o que gera polêmicas devido aos efeitos prejudiciais no âmbito ambiental e social. Desse modo, medidas de combate a tais consequências negativas são necessárias.
De início, cabe elucidar o entrave ambiental causado na Amazônia. Segundo o INPE (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais), 18% do bioma já foi desmatado em virtude da agricultura e, principalmente, da pecuária. Nesse viés, o que agrava essa conjuntura é que o desmatamento brasileiro é latente, uma vez que a vegetação nativa é retirada para fazer plantações e, como a área continua “verde”, parece inofensivo, mas é preocupante para a preservação amazônica. Em síntese, a ascensão da agropecuária prejudica, de maneira velada, o meio ambiente.
Além disso, vale ressaltar os sintomas sociais dessa expansão em questão. Nesse sentido, segundo o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), a maior parte do crescimento econômico brasileiro é formado pela exportação de produtos agrícolas. Em função disso, ao passo que a economia canarinha é dependente da agropecuária, o Brasil é cada vez mais submisso à tecnologia de outros países. Dessa forma, valorizando o agronegócio em detrimento da ciência, verifica-se a configuração de um país subdesenvolvido, isto é, com baixo desenvolvimento humano.
Portanto, observa-se que o desmatamento e o subdesenvolvimento são efeitos da expansão da agropecuária. Por conseguinte, é imperioso que o Ministério da Ciência e Tecnologia invista nas universidades, já que são as principais produtoras de ciência no Brasil, por meio da concessão de mais financiamentos e bolsas de pesquisa, a fim de que o Estado tupiniquim possua tecnologia nacional e atenue sua dependência. Assim, diversificando a economia, não será mais necessário desmatar com objetivo de aumentar as produções agrícolas.