Polêmicas acerca da expansão do agronegócio no Brasil
Enviada em 01/05/2020
No descobrimento do Brasil nos anos de 1500, a colonização se deu por meio do avanço da extração do pau-brasil no litoral do território, o que resultou no desmatamento da floresta atlântica. Por conseguinte, os portugueses avançaram até o interior do país e implementavam práticas agrícolas de monoculturas, que eram exportadas para ser comercializadas na Europa. Desse modo, a agricultura tornou-se fundamental no processo de desenvolvimento na nação e é, inclusive, utilizada como modo de subsistência por alguns indivíduos. No entanto, a expansão do agronegócio é responsável por conflitos nos campos, que envolvem os latifundiários e, também, pelo desmatamento da natureza. Convém analisar, inicialmente, que, a partir da década de 1960, ocorreram inovações tecnológicas que foram aplicadas na agricultura, as quais permitiram o desenvolvimento de técnicas para aumentar a produção agrícola. Nesse sentido, a revolução verde resolveu alguns problemas que eram consideradas uma barreira para o agronegócio como, por exemplo, a acidez do cerrado que impedia que essas terras fossem utilizadas para a agricultura. Por consequência disso, os latifundiários fizeram utilização em larga escala do plantio de soja e agropecuária nessas áreas que se expandiu pelo cerrado e Amazônia, entretanto, essa expansão causa conflitos entre os índios, que dependem da terra para sobreviver, e confrontos entre os posseiros e grileiros, o que resulta na violência nos campos.
É valido perceber, ainda, que na Conferência de Estocolmo, realizada pela Organização das Nações Unidas (ONU), foi discutido sobre os meios de desenvolvimento que pudessem preservar a natureza. Posto isso, é notório que o Brasil caminha em direção contraria em relação a essa política de preservação, visto que não ocorre a conciliação entre desenvolvimento e recursos naturais, uma vez que a fronteira agrícola prioriza o lucro, em detrimento da natureza, por consequência disso, a floresta atlântica só possui menos de 10% de sua biodiversidade, e o cerrado tem menos de 20% de sua área natural restante. Sendo assim, apesar da fronteira agrícola representar avanços para a nação, ela oferece riscos que poderão afetar os recursos das gerações futuras.
Fica evidente, portanto, a urgência de medidas para resolver esse problema. Logo é dever do Governo promover ações que tenham como objetivo punir os latifundiários que utilizam a fronteira agrícola sem respeitar o cuidado com a natureza por meio de fiscalizações nas áreas de agricultura com intuito de impedir que a fronteira agrícola avance sem respeitar as terras preservadas. Ademais, é dever da Mídia contribuir na conscientização da população por intermédio de anúncios, propagandas e rádios que retratem ou encenem sobre a importância de manter os recursos naturais com intuito de que a sociedade desperte para conciliar o agronegócio com a preservação ambiental.