Polêmicas acerca da expansão do agronegócio no Brasil
Enviada em 11/05/2020
Com o acontecimento da Revolução Verde - revolução que ocorreu na década de 60 e proporcionou o surgimento de novas técnicas agrícolas - tornou-se possível plantar e colher em grande escala. Embora tal evolução pareça ser unicamente benéfica, é importante ressaltar que a ambição por lucro fez com que esse recurso se tornasse cada vez mais explorado, já que ele tem o potencial de ser altamente rentável. Dessa forma, há dois fatores que não podem ser negligenciados: a expansão irresponsável do agronegócio e os impactos por ela causados.
Sob essa perspectiva, torna-se explícito o fato de que o crescimento descontrolado da agro-indústria está intimamente conectado com a busca pela produção de capital, independente dos impactos negativos que essa atitude possa causar. Desenvolvido pelo sociólogo alemão Max Weber, o conceito de Patrimonialismo expõe a falta de limites entre o que pertence ao poder público e o que é propriedade privada. De maneira análoga ao pensamento do sociólogo, tal carência de distinção se faz presente na sociedade brasileira através das inconsequentes práticas aplicadas à natureza - como desmatamento, uso de agrotóxicos e queimadas - com a finalidade de garantir o benefício próprio dos grandes latifundiários. Assim, a alta proporção tomada por esse mercado fez com que os impactos causados fossem banalizados e, logo, com que se diminuíssem as precauções para evitar impactos irreversíveis - como a extinção de animais silvestres.
Consequentemente, tal abuso dos recursos ambientais existentes fez rapidamente com que grande parte da Floresta Amazônica e dos biomas fossem deteriorados e com que fatores climáticos fossem agravados, levando em consideração que o desmatamento e as queimadas potencializam o aquecimento global. Além disso, também é importante apontar a piora na qualidade nutricional dos alimentos, que são cultivados à base de fitossanitários para proporcionar máxima colheita. Logo, o uso desses químicos provoca uma intoxicação, mesmo que mínima e pouco agressiva a curto prazo, do organismo de quem os consome, assim sendo uma grande influência no desenvolvimento de doenças graves como o câncer.
Portanto, a fim de melhor garantir um desenvolvimento saudável e equilibrado do agronegócio, cabe ao Ministério da Agricultura promover um intensivo cultivo de alimentos através da agricultura familiar. Tal promoção será feita por meio da demarcação de terras para as famílias de pequenos agricultores e por meio de incentivos fiscais - como a isenção de impostos - com a finalidade de assegurar recursos financeiros para iniciar os plantios intensificados. Dessa forma, surgirão novas alternativas também acessíveis de consumo e, além disso, seguras para a sociedade e para o meio ambiente.