Polêmicas acerca da expansão do agronegócio no Brasil
Enviada em 05/06/2020
Na minissérie “Aruana” lançada no ano de 2020 pela emissora rede Globo, conta a história do desmatamento da região Amazônica pelo garimpo ilegal e o agronegócio, que além da degradação do ambiente, polui as águas dos rios com mercúrio e agrotóxicos, afetando a qualidade de vida dos moradores locais.Infelizmente essa situação não se resume as telas, sendo a realidade do país,que desde o século XVIII sofre sucessivas ondas de desmatamento em seus biomas, graças ao avanço acelerado da agricultura e pecuária, que vem transformando a biodiversidade em grandes pastos.
Tal conjuntura se deve ao fato do agronegócio representar peso decisivo na balança comercial brasileira, que historicamente sempre foi indutora no desenvolvimento nacional. Hoje, o Brasil é considerado um dos maiores produtores agrícolas e pecuários do mundo, apresentando graves problemas ambientais, devido a exploração do espaço, por meio do plantio e da criação de gado em grande escala, que chegou a 213,5 milhões de cabeças em 2018, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
A intensificação do desmatamento nas regiões Cerrado e Mata Atlântica, tem transformado os biomas em áreas de pasto, acarretando no aumento do aquecimento global, pelas queimadas e a liberação de metano pelo rebanho bovino. Como exemplo,o que aconteceu nessa última quinta-feira dia 04/06 em território Amazônico, onde agricultores avançaram em áreas preservadas e fizeram o corte da vegetaçãodurante esse período de pandemia.Outra dimensão da degradação ambiental, são as plantações de soja, milho e algodão, que estão entre as mais elevadas do país, assim contribuindo para a destruição dos solos e eutrofização de lagos e rios (processo de poluição de corpos d’águas) pelo despejo de fertilizantes.
Por tanto para resolver esse impasse é necessário que o Ministério do Meio Ambiente e Agricultura tome medidas que promovam políticas especificas que assegurem o aumento da fiscalização ambiental , por meio da criação de mais unidades de conservação e leis que coloquem limites no número de gados, dessa forma ajudando na preservação da cobertura vegetal restante.