Polêmicas acerca da expansão do agronegócio no Brasil

Enviada em 14/06/2020

Em meados do século passado, o escritor Stefan Zweig mudou-se para o Brasil devido a perseguição nazista na Europa. Bem recebido e impressionado com o potencial da nova casa, Zweig escreveu um livro cujo título é até hoje repetido: “Brasil, país do futuro”. Entretanto, quando se observa as polêmicas a cerca da expansão do agronegócio brasileiro, nota-se que essa ideia é utópica, posto que os meios não colaboram para um futuro agradável. Nesse prima, dois aspectos importantes se destacam: o exacerbado desmatamento para produção de soja e a deterioração do ambiente para cultivo.

Sob um primeiro viés, cabe comentar o exacerbado desmatamento para produção de soja que o agronegócio vem causando nas ultimas gerações, um exemplo claro de negligência é a amazônia, que segundo dados da INPE - Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais- vem tendo sua vegetação nativa hodiernamente desmatada, cerca de um campo de futebol a cada 5 minutos, pratica nefasta e abusiva. Além disso, pode-se destacar, o baixo investimento de madeireiras e grandes empresas em reflorestamento, visto que suas praticas vem destruindo o maior bioma do mundo, que já perdeu 25% de sua vegetação nativa, além de incontáveis espécies de animais que morrem todos os dias, apontam pesquisas do INPE; Dessa forma, é indubitável a necessidade de repensar as praticas e os modelos de produção e plantio que nossa sociedade vem normalizando.

Outrossim, é notória a deterioração do ambiente de cultivo, que praticas como uso de agrotóxicos e criação de bovinos trazem ao solo, e principalmente a água, sabendo que os resíduos desses agrotóxicos são carregados para os corpos hídricos mais próximos, já as fezes de porco que são altamente contaminantes em contato com o solo e água causam danos irreparáveis nos lençóis freáticos, ambos em contato com comunidades próximas as áreas de produção podem causar danos sérios as pessoas que ingerirem a água não tratada, podendo até levar a morte. Consoante a isso, o pensamento do escritor romano Séneca “Para ganância, toda natureza é insuficiente”. Sendo assim, a sociedade como um todo deve rever seu padrão de consumo e refletir suas praticas ambientais.

Portanto, fica evidente a necessidade de medidas que venham amenizar a expansão do agronegócio brasileiro. Por conseguinte, cabe ao Governo Federal juntamente com o Ministério do Meio Ambiente o aumento da fiscalização contra o desmatamento da amazônia, além de leis com penas mais rígidas a produtores que fizerem uso de agrotóxicos não legalizados ou com altas dosagens em suas terras. Também se faz necessário a cobrança de altos subsídios a grandes empresas que alojarem seus bovinos em locais não aptos, a fim de que nenhum crime ambiental passe impune ou seja amenizado. Somente assim, as polemicas acerca do agronegócio serão sanadas.