Polêmicas acerca da expansão do agronegócio no Brasil

Enviada em 26/06/2020

No século XVI, as Capitanias Hereditárias principiaram-se na região nordeste do Brasil, nesse viés, sua criação inaugurou um modelo de exploração de latifúndios a fim de que pudessem cultivá-las, dando-se em troca um sexto da produção à Coroa portuguesa. Entretanto, na contemporaneidade, o agronegócio sofre a modernização dos agrotóxicos de maneira progressiva, em vista que o número de intoxicações aumenta igualmente em concórdia com a contaminação sistêmica do meio.

Em primeiro plano evidencia-se melhorias na vida urbana que viabilizaram o aumento da natalidade e expectativa de vida e, consequentemente, um crescimento populacional. Desse modo na Revolução Verde, liderada pelos EUA e Europa, foram expandidas técnicas de plantio, maquinário, bem como a maior administração produtiva. Paralelamente, consoante a revista “Carta Capital” mais de 111 mil brasileiros foram notificados com intoxicação por agente tóxicos no país, como: agrotóxicos e produtos veterinários. Dessa forma, depreende-se que a inoperância sistêmica governamental perante ao desenvolvimento do agronegócio que deveria promover a saúde torna-se uma adversidade.

Cabe mencionar, em segundo plano, os interesses do ser humano que estão intrinsicamente ligados ao lucro, o qual explica o conceito de modernidade líquida de Zygmunt Bouman, de maneira que a queda das atitudes éticas é maior que a fluidez dos valores. Em vista disso, no território brasileiro, o desenvolvimento extensivo e indiscriminado de agrotóxicos, acarreta perdas como: a degradação do solo, contaminação do ar e perda da biodiversidade. De fato, segundo a pesquisadora do INPE, o Cerrado é classificado como um Hotspot, que tem por significância apresentar elevada biodiversidade, encontrar-se em processo de extinção ou degradação. Em suma, são impactos que impactam a sociedade de maneira contraproducente.

Por conseguinte, biólogos, profissionais da saúde e produtores rurais devem inconformar-se, bem como engajarem-se no ato de sensibilizar as empresas de produção química e agrícola, para um manejo adequado dos insumos. De tal maneira que reúnam-se em Rodas de Conversas juntamente com a Secretaria do Meio Ambiente e Agência Nacional de Vigilância Sanitária - (ANVISA) com o intuito de institucionalizar o Núcleo de Pesquisas do Agronegócio – (NUPA), o qual promoverá a disciplina de Herbicidas Biológicas nas instituições de ensino. De forma que não só a Câmara Municipal apoie essa proposição, mas também a Prefeitura financie, a fim de produzir novos agrotóxicos que serão menos nocivos á saúde humana e ao Meio Ambiente.