Polêmicas acerca da expansão do agronegócio no Brasil

Enviada em 06/07/2020

Segundo Sarte, filósofo Francês, o ser humano é livre e responsável, cabe a ele escolher seu modo de agir. Logo, com o avanço do capitalismo, recai sobre o homem o compromisso de tornar o mundo mais sustentável. No século XXI, as polêmicas a respeito do agronegócio no Brasil, reforçam a necessidade de adequar esse sistema de produção à manutenção dos recursos naturais.

Em primeira instância, é válido ressaltar que, segundo o Ministério da Agricultura, o Produto Interno Bruto (PIB) vem crescendo graças ao agronegócio, mostrando ser um sistema importante para economia brasileira. Em contrapartida, esse crescimento acarretou em uma séria de impactos ambientais, como o aumento da resistência de pragas e risco de desregulação endócrina em humanos pelo uso de agroquímicos. De acordo com o Relatório de Impactos Ambientais (RIMA), o Brasil ocupa segundo lugar na lista mundial do uso de  transgênicos e fertilizantes.

Outrossim, há no Brasil uma perca histórica de mais de 80% da Mata Atlântica, em decorrência do manejo inadequado de plantio e degradação do solo em prol do acúmulo de capital. Atualmente, a Revista Brasileira de Meio Ambiente, tem divulgado uma crescente diminuição do Cerrado e da Amazônia por conta de grandes plantações. Isso mostra, que mais uma vez, o Brasil sacrifica sua cobertura vegetal em favor do lucro.

Em suma, faz-se necessário adequar o agronegócio com a preservação do meio ambiente. À luz disso, cabe ao Ministério do Meio Ambiente intensificar o controle das áreas florestais, assim como restringir a quantidade de agroquímicos utilizados. Essas medidas devem ser efetuadas por meio do mapeamento do território via satélite e da criação de leis que diminuam o uso de agrotóxicos. Feito isso, lidar-se-à, de forma promissora, com a problemática vigente.