Polêmicas acerca da expansão do agronegócio no Brasil

Enviada em 24/07/2020

No período pós Segunda Guerra Mundial surge a chamada Revolução Verde, que consiste na aplicação de novas tecnologias e processos agrícolas. Na contemporaneidade, tal processo, aliado ao agronegócio tornou-se a principal fonte de renda do Brasil. Entretanto, a busca demasiada pela lucratividade fez desse processo uma ameaça, tanto para o meio ambiente, quanto para terras indígenas.

É relevante abordar, primeiramente, que se por um lado, temos o crescimento do país, por outro temos a diminuição da vegetação. Isso ocorre principalmente, por grilagem decorrente da falta de fiscalização em área de vegetação na ampliação de espaço para pastagem e cultivo. Cabe destacar que a área devastada na Amazônia chega a ser 33% maior do que a cidade de São Paulo, com queimadas, derrubada de árvores, invasões etc, dados do INPE (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais). Com isso,  é nítido a necessidade de medidas que atenuem essas ações.

Paralelo a isso, a população indígena sem a devida demarcação de terras, sofrem com as invasões e destruições dos territórios. Esses indivíduos são vistos como “invasores das próprias terras”, haja visto que possuem o direito de posse garantido em constituição. Além disso, essas ocupações com interesses econômicos, levam os nativos a um processo de migração e aculturação, pois saem de  suas habitações em busca da sobrevivência no meio urbano. Assim, é preciso impor medidas  que garantam a preservação territorial e das comunidades em suas regiões.

Dessa maneira, é preciso visionar a preservação desses meios, e  consequentemente contribuir para o crescimento do país. Para isso, faz-se necessário a participação do MAPA (Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento) juntamente com o Ministério do Meio Ambiente fiscalizar e monitorar as ocupações e expansões  agrícolas, por meio de projetos,  de modo a reduzir os processos de degradação. Cabe também a FUNAI (Fundação Nacional do Índio) e o  Ministério da Justiça e Segurança Pública demarcarem as terras indígenas,  por meio de políticas respaldadas na Constituição Federal de 1988, para assim limitarem o avanço da agricultura e garantir a proteção e cultivo dessa cultura . Dessa forma garantiremos a minimização dos impactos causados para as próximas gerações.