Polêmicas acerca da expansão do agronegócio no Brasil
Enviada em 02/08/2020
Na obra “A cidade do Sol”, do filósofo e escritor italiano Tommaso Campanella, é retratada uma sociedade perfeita, na qual o corpo social padroniza-se pela ausência de conflitos e de problemas. No entanto, o que se observa na realidade contemporânea é o oposto do que o autor prega, uma vez que a expansão do agronegócio no Brasil apresenta barreiras, as quais dificultam a concretização dos planos de Campanella. Diante disso, cabe analisar tanto o avanço desordenado e desorganizado do agronegócio quanto a falta de programas de crescimento sustentável como fatores desse contexto, a fim de revertê-los.
Em primeiro plano, a ausência de fiscalização governamental em áreas de expansão agrícola, resultam na decadência de zonas preservativas. À vista disso, segundo o filósofo e contratualista, Hobbes, o Estado tem o dever de garantir o bem-estar da população. Entretanto, o preceito defendido pelo contratualista não é seguido pela federação, tendo em vista que a interiorização do agronegócio além de dizimar a biodiversidade local, também proporciona um desequilíbrio biótico. Dessa forma, faz-se mister a reformulação dessa postura de forma urgente.
Ademais, destaca-se que o Brasil participa de projetos internacionais que buscam interligar o meio ambiente com o desenvolvimento industrial, dentre eles, destaca-se o Protocolo de Kyoto e a Conferência Rio +20. Contudo, mesmo que haja a participação do país nesses acordos, ainda é notório a escassez de programas efetivos de sustentabilidade que sejam capazes de combater as queimadas e o desflorestamento de mata ciliar. Nesse sentido, é necessária uma mudança nesse quadro antagônico. Urgem, pois, intervenções pontuais para sanar esse impasse. Logo, cabe a o Ministério do Meio Ambiente, em conjunto com o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, estabelecer uma série de reuniões com os latifundiários e doutores em meio ambiente, tendo como debate o tema: Crescimento sustentável. Tais ações devem ser organizadas pela federação e o local do encontro será nas câmaras municipais, de modo que seja analisada as controvérsias desse quadro pelo poder legislativo. Somente assim, será possível sancionar medidas efetivas para a resolução dessa problemática.