Polêmicas acerca da expansão do agronegócio no Brasil
Enviada em 15/08/2020
No documentário da Netflix “Cowspiracy – segredo da sustentabilidade”, produzido por Leonardo DiCaprio, a pecuária é apontada como a maior causadora dos desequilíbrios ambientes que afetam o mundo atual, principalmente em virtude do agravamento do efeito estufa e do uso esse excessivo da água. Diante esse cenário, graves polêmicas surgem a respeito do agronegócio e sua expansão, como a permanente e hegemônica concentração fundiária e os impactos causados pela constante busca por produtividade. Assim, percebe-se a importância do desenvolvimento sustentável para mitigar malefícios desse setor da economia.
A principio, logo após a independência do brasil, em 1950, foi criada a lei de Terras que dizia que toda terra devoluta seria somente adquirida mediante a compra, essa medida garantiu a posse das terras apenas para elite, deixando os ex-escravos e imigrantes sem direto a propriedade. Nesse cenário, as grandes propriedades passaram a pertencer a uma pequena elite agrária que até os dias atuais exercer forte influência e poder. Isso é evidente ao analisarmos a bancada ruralista que dispõem um quarto do congresso nacional, o que possibilita defender suas bandeiras como o perdão às dívidas de agricultores, a expansão de terras cultiváveis no país e a oposição à ampliação de Terras Indígenas. Paralelamente á distribuição desigual de terra, o agronegócio contribui para o agravamento desgastes aos recursos, como o solo e a água. Segundo dados fornecidos pela FAO ( Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura), a agropecuária intensiva ( retirada da camada superficial, o forte pisoteio do rebanho, uso intensivo de maquina no plantio e colheita) pode intensificar em até mil vezes a erosão natural bem como provocar um forte compactação do solo. Esses impactos reduzem drasticamente os nutrientes e a produtividade dessas áreas que ,consequentemente, passaram a utilizar os insumos agrícolas, como fertilizantes e agrotóxicos, causando mais impactos como contaminação de lençóis freáticos e contaminação dos trabalhadores rurais.
Diante dos fatos mencionados, medidas cabíveis devem ser tomadas. Posto isso, cabe ao Ministério do Meio Ambiente estabelecer diretrizes para a transição da agronegócio atual para a agroecologia – produção voltada para o desenvolvimento capaz de suprir as necessidades da geração atual, sem comprometer a capacidade de atender as necessidades das futuras gerações - por meio de investimentos, auxílio técnico e informacional da Embrapa (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária), incentivos fiscais para aqueles que adotarem um cultivo mais consciente e ecológico. A partir dessas medidas será possível amenizar os impactos ambientais além de aproximar-se de um futuro mais saudável e justo para as próximas gerações brasileiras.