Polêmicas acerca da expansão do agronegócio no Brasil
Enviada em 01/08/2020
No limiar do século XVI, com a chegada da colonização portuguesa ao Brasil, práticas de exploração e domínio de áreas para o exercício da agricultura foram estabelecidas. Dessa forma, a partir desse momento a dinâmica da produção englobou grande parte da atividade comercial. Consoante ao passado, é evidente que a economia brasileira está pautada, principalmente, no agronegócio, sendo o responsável por elevar o PIB do país e aumentar a taxa populacional. Contudo, a expansão das “Commodities” intensifica a degradação da natureza. Tal ação ocorre por uma demanda de mercado rígido e devido ao uso descontrolado de produtos químicos nas plantações.
Primeiramente, deve-se ressaltar que diante da propaganda estabelecida pela emissora Rede Globo “Agro é tech, agro é pop, agro é tudo”, percebe-se o alto retorno financeiro vindo da atividade agrícola que corrobora para a expansão de tal prática. Logo, não é rentável para os órgãos fiscalizadores punirem grandes latifundiários possuidores de áreas propícias para a preservação. Destarte, segundo a pesquisa feita pela Organização de conservação internacional, o Cerrado apresenta 57% da área total do bioma degradado, além do restante encontrar-se dividido em áreas fortemente modificadas.
Por conseguinte, vale-se destacar que com o crescimento dos ciclos econômicos no passado brasileiro, a ação de forjar documentos para conseguir posses de determinadas áreas de terras ameaçou relações ecológicas e comprometeu o Direito Constitucional dos indígenas e quilombolas na garantia de propriedades de terras, visto que essa conduta ainda é presente atualmente. Outrossim, é a relação inversamente proporcional da saúde humana e o lucro das exportações, uma vez que o aumento das safras está vinculado com altas taxas de agrotóxicos e produtos transgênicos. “Nossa civilização está sendo sacrificada pelo interesse de um pequeno grupo de pessoas em continuar recebendo enormes quantias de dinheiro”. Citação feita pela ativista Greta Thunberg que aponta a concentração do capital nas mãos de poucas pessoas as custas de um futuro sustentável.
Portanto, o agronegócio é vital para a economia do país e não deve ser banalizado. Porém, tal atividade deve suprir as exigências sustentáveis para que diminua a degradação ambiental e respeite as áreas preservadas. Para tanto, deve-se receber assistência de fundos científicos para aumentar a produtividade em um espaço menor. Assim, o Estado deve investir em bolsas de estudo por meio das universidades para especialistas que desejam contribuir nesse quesito. Ademais, o IBAMA deve intensificar o controle nas áreas florestais, por meio do mapeamento do território via satélite, com intuito de detectar o expansionismo do agronegócio em frente os territórios indígenas e quilombolas .para que todos os setores consigam viver em harmonia de maneira sustentável.