Polêmicas acerca da expansão do agronegócio no Brasil

Enviada em 02/08/2020

Na obra “Utopia”, do escritor inglês Thomas More, é retratada uma sociedade perfeita, na qual o corpo social padroniza-se pela ausência de conflitos e problemas. No entanto, o que se observa na realidade contemporânea é o oposto do que o autor prega, uma vez que o agronegócio apresenta barreiras, as quais dificultam a concretização dos planos de More. Esse cenário antagônico é fruto tanto dos danos ambientais, quanto da introdução de máquinas em substituição ao trabalho manual.. Diante disso, torna-se fundamental a discussão desses aspectos, a fim do pleno funcionamento da sociedade.

Em primeiro lugar, é fulcral pontuar que o desmatamento e a desapropriação de terras de nativos deriva da baixa atuação dos setores governamentais, no que concerne à criação de mecanismos que coíbam tais recorrências. Segundo o pensador Thomas Hobbes, o estado é responsável por garantir o bem-estar da população, entretanto, isso não ocorre no Brasil. Devido à falta de atuação das autoridades, as áreas de proteção(reserva legal) em que o desmatamento é proibido, não estão sendo respeitadas, como é o caso da floresta amazônica, que desde o começo do ano de 2020 vem sofrendo intensas queimadas. Além disso, os nativos indígenas são tirados de suas terras por aristocráticos que utilizam de sua influência e poder aquisitivo para promover de forma ilegal a expulsão dessas etnias.. Desse modo, faz-se mister a reformulação dessa postura estatal de forma urgente.

Ademais, é imperativo ressaltar a substituição do trabalho manual pelas máquinas. Com o advento da revolução industrial na segunda metade do século XX, o desenvolvimento tecnológico adentrou ao mercado promovendo consequências como a diminuição dos salários, o aumento na jornada de trabalho e o êxodo rural, além do desemprego aumentar, visto que as máquinas substituíam em massa a mão de obra braçal. Partindo desse pressuposto, vivemos atualmente em um mundo marcado por tecnologia, assim, tendo como nome: agricultura 4.0, esta utilizando todos os recursos tecnológicos, a fim de otimizar a produção agrícola, o que dificulta ainda mais a concorrência para agricultura familiar, esta perdendo espaço e caminhando para o desemprego.

Portanto, é mister que o estado tome providências para superar o impasse do quadro atual. Para que o desmatamento diminua, as terras indígenas não sejam tomadas e o desemprego não cresça, urge que o Tribunal de Contas da União direcione capital que, por intermédio do Ministério da Agricultura ,Pecuária e Abastecimento juntamente com a FUNAI( Fundação Nacional do Índio),será revertido em fiscalização por via satélite das áreas de proteção e das ocupações indígenas ,a fim de evitar desmatamentos e expropriação de terras indígenas, além de criar espaços  apenas para a agricultura familiar, com o intuito de ajudar as famílias a manter seu sustento e não ser excluída do mercado.