Polêmicas acerca da expansão do agronegócio no Brasil

Enviada em 16/08/2020

Com os avanços tecnológicos, advindos da Revolução Industrial nos séculos XVIII e XIX, facilitaram a vida na sociedade tanto no meio urbano quanto no rural, o que possibilitou o intenso crescimento da população. Nesse contexto, é evidente que a economia brasileira está pautada, principalmente, no agronegócio, sendo ele o responsável por elevar o Produto Interno Bruto do país e, por consequência, intensificar a degradação da natureza. Isso ocorre devido a busca pelo desenvolvimento e lucro imediato, muitas empresas desrespeitam as legislações ambientais e exploram o meio ambiente sem se importar com as consequências dessa exploração, causando desmatamentos e a degradação do solo.

Primeiramente, desde o início da era colonial no Brasil, grande parte das áreas de vegetação nativa do litoral, região Sul e Centro-Oeste do Brasil, foi desmatada para abrir espaço para áreas de pastagem e cultivo, e assim continua no Brasil contemporâneo. Por exemplo, segundo a Confederação de Agricultura e Pecuária do Brasil, em virtude desse crescente desmatamento, o Cerrado e a Mata Atlântica já foram introduzidos na lista mundial de biomas com grande diversidade que estão ameaçados de extinção, existindo ainda a previsão do desaparecimento do Pantanal e da Amazônia nos próximos anos caso sejam mantidos os mesmos índices de desmatamento nesses biomas. Desse modo,  a depredação do patrimônio genético tem implicações para as atividades econômicas. Além dos impactos relacionados com a redução da biodiversidade, compromete-se a identificação de espécies, para fins comestíveis, medicinais ou industriais.

Outrossim, vale salientar a Revolução Agrícola contemporânea que buscou o aperfeiçoamento agrícola, buscando reduzir os impactos da degradação do solo. A exemplo, segundo a Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura, as técnicas de cultivo inadequadas, o uso intensivo de máquinas e a não rotatividade das culturas produzidas no solo podem ocasionar o esgotamento dos nutrientes, compactação, erosão e aceleração da desertificação. Ademais, na pecuária, o pisoteamento contínuo do gado pode compactar o solo e favorecer o desenvolvimento de processos erosivos.

Portanto, são necessárias medidas capazes de mitigar essa problemática. Para tanto, é preciso a intervenção do Estado junto do Ministério da Agricultura e do Ministério do Meio Ambiente, para que não expandem as áreas voltadas para produção agrícola, mas intensifiquem a produção, de modo que as leis ambientais sejam asseguradas, sendo assim, aumentando a fiscalização.Além disso, é preciso adotar práticas como utilização de técnicas agrícolas que não prejudiquem o solo, tais como o plantio correto, reflorestamento da área e manejo adequado.