Polêmicas acerca da expansão do agronegócio no Brasil

Enviada em 12/08/2020

No que se refere à expansão do agronegócio, é possível afirmar que, embora gere muitos empregos e seja o principal responsável por elevar o PIB do Brasil, também causa uma enorme degradação da natureza. Isso se evidencia não apenas pela perda da biodiversidade, mas também pela grande liberação de gases do efeito estufa. Nesse sentido, convém analisarmos as causas, consequências e possíveis soluções para esse imbróglio em nosso país.

Em primeira análise, cabe pontuar que o agronegócio, por meio do desmatamento, está comprometendo a biodiversidade da fauna e flora do país. Por conseguinte, é perdido a principal fonte de genes que auxiliam na medicina, como em doenças que ainda não encontraram cura. Sendo assim, comprova-se a Teoria Malthusiana, na qual a densidade da população cresce de forma acelerada e a produção de alimentos na forma aritmética, logo, para suprir as necessidades da população, é preciso aumentar o desmatamento, constituindo, assim, os dois “hotspots” brasileiros: cerrado e mata atlântica. Dessa forma, vê-se que é indubitável leis rígidas de proteção ambiental.

Ademais, convém frisar que, tal desmatamento ocorre, principalmente, por meio de queimadas. Com isso, há um aumento na liberação de gases do efeito estufa na atmosfera, que em excesso provoca o aquecimento global. Uma prova disso está em que 58% das emissões desses gases são provenientes de queimadas e desmatamentos, segundo o INPE (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais). Diante disso, percebe-se que a alta demanda de produtos oriundos do agronegócio contribui significativamente para esses impactos ambientais, pois, segundo a lei da demanda e oferta, quanto mais se consome, maior deverá ser a produção, logo, a taxa de desmatamento aumenta para suprir as necessidades da população.

Desse modo, percebe-se que a expansão do agronegócio é um imbróglio que necessita de mitigação. Sendo assim, é imprescindível que os órgãos ambientais intensifique o controle e preservação das áreas florestais, por meio do mapeamento via satélite, com o objetivo de preservar a biodiversidade brasileira. Além disso, é cabível à população diminuir o consumo supérfluo, comprando somente o necessário, a fim de diminuir os desmatamentos por queimadas, assim como os gases do efeito estufa emitidos. Diante disso, é perceptível que a prática educadora oferecerá mecanismos exitosos para que esse desafio seja erradicado, mantendo um agronegócio sustentável.