Polêmicas acerca da expansão do agronegócio no Brasil

Enviada em 02/08/2020

O agronegócio consiste em uma agricultura feita sobre os moldes capitalistas, isto é, busca-se, a qualquer custo, o aumento da produção e dos lucros. Se, por um lado, o agronegócio tem uma grande participação no PIB brasileiro atualmente, por outro, seus impactos socioambientais são muito severos, fato que o torna polêmico, justamente por ele estar se expandindo no país. Nesse sentido, apesar de o agronegócio até possuir alguns aspectos positivos, ele é prejudicial ao meio ambiente, além de gerar desigualdade social, e, por isso, sua expansão deve ser controlada.

A princípio, o agronegócio ameaça a natureza brasileira por conta de suas práticas. De maneira similar ao que acontece quando o ser humano haje de forma predatória sobre a natureza, como o agronegócio faz, o filme “Avatar” mostra que os seres vivos estão estritamente relacionados entre si e com o ambiente, de modo que, uma alteração nesse equilíbrio pode ser catastrófica. Sob tal perspectiva, esse tipo de agricultura, ao contrário do que o filme e a maioria da comunidade científica defendem, desmata a flora nativa para a prática da monocultura, como é o caso do plantio de soja na Amazônia, o que causa a destruição das relações milenares entre os organismos e a consequente extinção das espécies. Logo, enquanto o agronegócio estiver livre para se expandir pelo território, o Brasil estará fadado a ter perdas drásticas na sua biodiversidade.

Ademais, o agronegócio pode ser responsabilizado pela desigualdade social no país. Isso ocorre, pois ele reproduz um modelo de concentração de terras que se iniciou durante a Colonização, com as sesmarias, e perdura até os dias atuais. Nessa análise, a contribuição do agronegócio sobre o PIB brasileiro torna-se questionável, já que a maioria dos lucros advindos dessa atividade ficam para os proprietários das plantações, ou seja, esse tipo de agricultura destrói um bem público, a natureza, para que seus lucros sejam particulares. Além disso, o agronegócio contribui pouquíssimo para a geração de empregos, ao contrário da agricultura familiar, porque é altamente mecanizado. Sendo assim, diante do exposto, pode-se afirmar que o agronegócio somente é benéfico para uma minoria e que sua disseminação aumentaria ainda mais os problemas supracitados.

Portanto, tendo em vista que a expansão do agronegócio coloca em risco o meio ambiente e a sociedade, é vital que o Governo Federal restrinja essa atividade no país. Essas restrições podem ocorrer por meio do estabelecimento de áreas de conservação ambiental, como a do Parque do Xingu, em áreas de floretas ameaçadas pelo agronegócio e também pelo redirecionamento das verbas destinadas ao agronegócio para a agricultura familiar, a qual emprega a maioria dos trabalhadores rurais. Desse modo, a expansão do agronegócio será freada e seus problemas, atenuados.