Polêmicas acerca da expansão do agronegócio no Brasil

Enviada em 08/08/2020

A Revolução Verde, iniciada em 1966, é um conjunto de iniciativas tecnológicas para transformar as práticas agrícolas e aumentar a produção de alimentos para combater a fome no mundo. Entretanto, apenas mudou a estrutura agrária com a modernização, pois ainda havia muitas pessoas sem acesso a alimentos. Logo, a expansão do agronegócio no Brasil foi influenciada por essa revolução, porém com ela veio os impactos ambientais e os problemas socais no campo, sendo preciso mudar essa realidade.

A priori, a história agrária no Brasil causa muitos problemas sociais na área rural, sendo consequência dos privilégios e leis que dificultavam o acesso a terras por pessoas com menos condição financeira. Como por exemplo a Lei de Terras de 1850, fazendo com que ela só possa ser comprada e não mais concedida pelo governo, ocasionando uma forte concentração fundiária, presente até os dias atuais. O que é corroborado por dados do Censo Agropecuário de 2017, indicando 1% das propriedades agrícolas do país ocupa quase metade da área rural brasileira. Destarte, a redistribuição destas é indispensável para melhorar a desigualdade social no campo.

Outrossim, em uma perspectiva ambiental, esse avanço gera preocupações em virtude dos diversos impactos ao meio ambiente. Contudo, com a busca pelo desenvolvimento e do lucro imediato, muitas empresas causam danos ao espaço agrário sem se importarem com os estragos. O desmatamento é a primeira consequência, foi iniciada logo nos primeiros anos de colonização do país e continua até os dias atuais, ocorre também a perda de biodiversidade, degradação do solo, contaminação de rios e lagos com fertilizantes e agrotóxicos. Prova disso é o Cerrado, bioma onde a produção da soja de exportação brasileira está concentrada, é um dos “hot spots” mundiais, ou seja, é uma região altamente ameaçada de extinção. À vista disto, é essencial a necessidade de preservar os ecossistemas, pois a existência dos seres humanos no planeta também depende da natureza ao seu redor.

Dessarte, é mister a reorganização do campo no Brasil, sendo papel do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) promover uma maior fiscalização e controle das fronteiras agrícolas, evitando a expansão do desmatamento e outros problemas ambientais anteriormente citados, e também punir quem não obedece às leis de preservação. Além disso, o MAPA, juntamente com ONG’s e a mídia, efetue propagandas e programas educativos para conscientizar a população a respeito desses prejuízos. Ademais, o Incra, com o Governo Federal, agilize e faça uma maior redistribuição de terras inativas e devolutas para a parcela populacional necessitada, pois elas precisam de um local para viver e poder plantar para sobreviver. Com isso, os problemas advindos do agronegócio poderão ser minimizados, sendo mais sustentável e com uma menor concentração fundiária.