Polêmicas acerca da expansão do agronegócio no Brasil

Enviada em 03/08/2020

“Eu vejo a vida melhor no futuro, eu vejo isso por cima de um muro, de hipocrisia que insiste em nos rodear”. Esta é a primeira estrofe da canção “Tempos Modernos”, do cantor brasileiro Lulu Santos, que retrata a esperança humana em um futuro mais favorável. Contudo, quando o assunto é o destruição da natureza em prol do agronegócio, o que ainda se observa são cenas de negligência. Infelizmente, neste contexto, o abandono governamental tem agravado muito esse cenário.

Em primeira instância, é fulcral ressaltar que em 1992 foi realizado, no Rio de Janeiro, a Conferência das Nações Unidas sobre o Meio Ambiente (ECO-92 ou RIO-92), a fim de estabelecer objetivos a serem cumpridos para a proteção do meio ambiente. Dentre os principais objetivos estava a busca mundial pelo desenvolvimento social, econômico e ecologicamente sustentável. Contudo, países como Estados Unidos e China, apesar de serem altamente desenvolvidos, continuam emitindo um percentual absurdo de gases poluentes.

Ademais, vale salientar que desde o período colonial brasileiro, a base da economia do país é o agronegócio. Inicialmente foi produzida cana-de-açúcar, depois o café, e hoje são produzidas, todos os anos, toneladas de milho, soja, trigo, dentre outros grãos. Porém, o alargamento da atividade agrária nem território nacional vem intensificando os problemas ambientais já existentes. De acordo com o INPE - Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais -, no ano de 2019 foram desmatados, aproximadamente, 9.762 Km² da Floresta Amazônica para plantação de grãos e criação de gado.

Por fim, caminhos devem ser elucidados para resolver esse impasse. Sendo assim, cabe ao Governo Federal elaborar um plano nacional de incentivo ao reflorestamento, de modo a instituir ações, como criar centrais de controle ao desmatamento e campanhas escolares de conscientização ambiental. Isso pode ser feito através de uma associação entre prefeituras, governadores e entidades federais, que realize eventos periódicos, como mutirões e palestras, mediados por agentes ambientais.