Polêmicas acerca da expansão do agronegócio no Brasil
Enviada em 05/08/2020
A produção cinematográfica “O Mundo Segundo a Monsanto” investiga a multinacional agrícola Monsanto e sua relação com o meio ambiente e a população consumidora. O longa denuncia a empresa como grande produtora de toxinas responsáveis por doenças diversas e intensos impactos ambientais, práticas legitimadas pelo comércio agrícola. Concomitante a isso, no Brasil, torna-se crescente a preocupação com a expansão do agronegócio e suas consequências. Nessa perspectiva, são necessários subterfúgios para a análise e a superação imediata do problema.
É relevante abordar, primeiramente, de acordo com a Lei de Crimes Ambientais, que são caracterizadas como infrações ao meio ambiente as ações que afetam, poluem ou comprometem a fauna, a flora e a população que compõem um ecossistema. Assim, segundo dados divulgados pelo G1, o Brasil encontra-se entre os países com maiores índices de desflorestamento do mundo, em decorrência de atividades econômicas, destruindo milhares de quilômetros de habitações humanas e contaminando o solo e a água, atuações que são caracterizadas não somente como violações ambientais, mas também humanas.
Faz- se mister, ainda, salientar os fatores etiológicos e impulsionadores do emblema, bem como as consequências desencadeadas pela sociedade ao meio ambiente, como a incansável busca por medidas que correspondam a crescente cultura consumista e ao sistema capitalista. De acordo com o sociólogo polonês Zygmunt Bauman, autor de “Modernidade Líquida”, a sociedade contemporânea emerge em individualismo e na efemeridade das relações humanas, nas quais as pessoas transferem o ideal de progresso como melhoria harmonizada para a ascensão do indivíduo, ações que legitimam o descuido ao ecossistema praticado pela humanidade.
Infere-se, portanto, que ainda há entraves para garantir a solidificação de políticas que visem a construção de um mundo melhor. Dessa maneira, urge que o Ministério do Meio Ambiente, juntamente com o setor midiático, por meio de profissionais qualificados, promova palestras e campanhas com o intuito de alertar e conscientizar a população quanto a importância do cuidado e da preservação do meio ambiente. Ademais, as entidades governamentais devem criar órgãos fiscalizadores com a finalidade de equalizar o desenvolvimento econômico e o meio ambiente. Dessa forma, o Brasil pode superar os dilemas decorrentes da expansão do agronegócio.