Polêmicas acerca da expansão do agronegócio no Brasil

Enviada em 15/08/2020

Na literatura brasileira a personagem João Romão ,do livro O cortiço, é dona de um cortiço e ao longo da trama realiza diversos atos visando seu lucro. Invade terras alheias, não se preocupa com a forma que a construção vai ganhando, com o solo, paisagem, nem demais personagens. Mas mesmo assim se torna um centro econômico forte. De maneira análoga a do livro, o mesmo ocorre com o agronegócio brasileiro. Responsável por 21% do PIB (Produto Interno Bruto), essa atividade também é responsável por grande parte dos desmatamentos no Brasil, invasão de terras e destruição dos solos. Carecendo assim, de ações governamentais para conter seu impacto negativo no âmbito ambiental e social.

Com o intuito de aumentar as áreas de cultivo e de pecuária diversas regiões de floresta e  reservas são desmatadas. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), entre os anos de 2000 e 2010 a agricultura foi a maior responsável pelo desmatamento ocorrido no país, sendo 65% dessa área destinada a lavouras. Apenas entre os anos de 2010 e 2012 esse número subiu para 68%, sendo equivalente a 77 520 quilômetros quadrados, e outros 28% desmatados para virar pastagem cultivada para a pecuária. Já a Agência Púbica fez uma reportagem relatando que no começo do ano de 2020 mais de 486 mil hectares de terras indígenas no Mato Grosso foram invadidas por latifundiários,  algumas aldeias chegaram a ser tratoradas, e indígenas foram ameaçados.

Bem como as florestas e reservas sofrem destruições, o clima e o solo também sofrem alterações negativas. Ao modo que essas áreas perdem sua vegetação nativa, a precipitação se altera, a fauna perde o lar e o clima pode sofrer alterações de temperatura e umidade. Além disso, com a utilização em grande escala do solo para o plantio de um mesmo produto agrícola, as chamadas monoculturas,  e a utilização de máquinas contribuem para a destruição do solo, que perde nutrientes, e até mesmo a capacidade produtiva. Inclusive há a possibilidade de contaminação do solo e região por meio de agrotóxicos e produtos químicos utilizados.

Portanto, para haver um controle sobre as áreas de desmatamento o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais junto com a Polícia Federal deveriam se unir para utilizar satélites espaciais e drones para descobrir, controlar e consequentemente interromper essa atividade, e as áreas que já tiverem sofrido o desmatamento devem ser replantadas com a flora nativa daquele local. Além disso, biólogos e geólogos deveriam se unir com o Ministério do Meio Ambiente e o poder Legislativo para criar uma lei visando atos para o cuidado do solo, contendo agrotóxicos que podem ser utilizados minimizando o risco tanto do consumidor quanto da natureza, diversificação de produtos cultivados, e uso de máquinas.