Polêmicas acerca da expansão do agronegócio no Brasil

Enviada em 08/08/2020

Segundo Karl Marx: " A desvalorização do mundo humano aumenta em proporção direta com a valorização do mundo das coisas." Comparando essa citação com o polêmico aumento do agronegócio no Brasil, verifica-se que a agricultura e a alta produtividade de grãos sobrepõem-se, a séculos, ao bem estar humano, social e ambiental. Evidenciando a falta de desenvolvimento agrícola sustentável e políticas ambientais funcionais.

Nesse sentido, é visível que a história do Brasil é baseada na agricultura, pois desde o Período Colonial o país serve como extensão territorial agriculturável de Portugal. Ademais, segundo a CNA (Confederação de Agricultura e Negócios do Brasil) a agroexportação participou de 21,4% do PIB no ano de 2019. Ou seja, desde sua descoberta o país aprendeu a supervalorizar a agricultura e seus benefícios financeiros, e desvalorizar o mundo humano, esquecendo que praticas agrícolas inadequadas e desproporcionais causam prejuízos extremamente impactantes na natureza e na vida humana contemporânea. Além do mais, percebe-se que o destaque dessas culturas de plantio, faz com que grande parte do Congresso Nacional seja a favor da agricultura e da utilização intensiva de terras, promovendo irremediáveis situações ambientais e liberando nocivos venenos promovedores de alta produtividade da agricultura.

Em decorrência da falta de integração do agronegócio com a sociedade, o ambiente e os seres vivos, baseada apenas no capitalismo, o qual estimula o consumo em massa há muitos anos, é valido pontuar que a principal problemática conjugada a expansão do agronegócio é a degradação do meio ambiente, fato que trará consequências impactantes a longo prazo, diminuindo biodiversidades, terminando com riquezas silvestres e podendo gerar, futuramente, mais fome e desigualdade social do que há hoje em dia. Dessa forma, fica evidente que o intensivismo agrícola sem manutenção e desenvolvimento sustentável ameaça expressamente a qualidade de vida planetária.

Portanto, percebe-se que apesar das evoluções sociais, culturais e financeiras que o agronegócio trouxe para o Brasil, sua perpetuação extremamente anti-ecológica, focada no capitalismo massivo, e não na necessidade social, torna-se fator problemático para o planeta. E para atenuar essa questão não sustentável, é necessário que o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento trabalhe juntamento com o Ministério do Meio Ambiente, elaborando novas leis e politicas de fiscalização agrícolas. Essa fiscalização ocorreria com a ajuda de biólogos e agrônomos, que ajudariam agricultores a buscar soluções sustentáveis para expandir o agronegócio sem afetar tão gravemente o meio ambiente. Desse modo, se valorizaria, além do mundo das coisas, os seres vivos e o mundo humano.