Polêmicas acerca da expansão do agronegócio no Brasil

Enviada em 15/08/2020

A economia brasileira, desde o período colonial, sempre foi marcada pela dependência do agronegócio, como, por exemplo, evidenciou os ciclos do açúcar e do café; além da força atual da bancada ruralista. A expansão desse setor possui inúmeras contradições, as quais urgem por uma discussão. É evidente a inconsistência na relação entre grandes latifundiários e a sustentabilidade.

A priori, deve-se ressaltar a área conhecida como o arco do desmatamento, região onde a fronteira agrícola avança em direção à floresta, além de também encontrar-se os maiores índices de desmatamento da Amazônia. Outro fator existente, é o meio, geralmente ilegal, pelo qual os fazendeiros adquirem e expandem suas propriedades. Ademais, tal fato intensifica a concentração fundiária no país e afeta, negativamente, a moradia de tribos indígenas.

Outrossim, é mister acrescentar a importância política dos grandes latifundiários com a bancada ruralista no Congresso. A força desses parlamentares é inegável e, mostra-se mais marcante com o atual presidente da República. Os interesses desta frente parlamentar baseiam-se na Legislação ambiental, na reforma agrária, nas terras indígenas e no trabalho no campo.

Portanto, faz-se de suma importância a adoção de medidas exequíveis para a resolução de tal problemática. O poder Legislativo pode, por meio de sanções, diminuir o poder da FPA (Frente Parlamentar da Agropecuária) com a finalidade de diminuir as consequências socioambientais negativas geradas pelos latifundiários. Nas decisões, por exemplo, acerca do uso de agrotóxicos, o Ministério do Meio Ambiente e da Saúde deveriam ter maior influência do que fazendeiros.