Polêmicas acerca da expansão do agronegócio no Brasil

Enviada em 09/08/2020

De acordo com Paul Watson, ativista ambiental, a inteligência é a capacidade das espécies viverem em harmonia com o meio ambiente. De fato, atualmente, a sociedade se encontra diante do desafio crescente entre conciliar a expansão do agronegócio com a preservação da natureza, em razão dos graduais problemas ambientais ocasionados pelo crescimento não sustentável de atividades agropecuárias.

Historicamente, o Brasil sempre foi dependente da agricultura, dado que no período colonial, a cana de açúcar se consolidou como a principal fonte de renda nos primeiros anos da colonização, posteriormente, o café assumiu o papel de maior exportação brasileira durante o império e começo da república. Atualmente, a soja se mantém como principal produto obtido pelo agronegócio. Percebe-se que, durante os anos que se sucederam desde a exploração da agricultura no país, vários foram os impactos ambientais, principalmente em razão do desmatamento florestal, ocasionando a perda da fana e flora local, além de propiciar danos diretos à população pelo uso de agrotóxicos.

Ademais, apesar dos danos ambientais acarretados pela exploração não sustentável,o agronegócio representa atualmente a maior atividade econômica do país, gerando milhares de empregos ao possibilitar avanços nos setores econômicos. A partir da implementação da tecnologia, os impactos negativos dessa atividade econômica podem ser diminuídos. Avanços na área da genética já possibilitam vegetais que dispensam a necessidade de agrotóxicos e o uso de fazendas verticais diminuem a necessidade de desmatamento ao demandar por menores espaços.

Portanto, é preciso integrar as dimensões econômicas, ambientais e sociais, para o pleno exercício sustentável do agronegócio. Cabe ao governo incentivar o desenvolvimento da tecnologia do país, redirecionando mais verbas para pesquisas científicas, a fim de encontrar soluções para os problemas atuais, com base no aperfeiçoamento de técnicas sustentáveis. As ONGs, organizações não governamentais, devem-se mostrar presentes no cotidiano das relações agrícolas e pecuárias, divulgando os problemas e seus impactos na esfera ambiental, a fim de conscientizar massas populares à adesão de movimentos anti-desperdício e pró-sustentabilidade.