Polêmicas acerca da expansão do agronegócio no Brasil

Enviada em 09/08/2020

Será que as entidades governamentais do Brasil estão caminhando para melhorar a qualidade e a perspectiva de vida de seus habitantes? Cerca de apenas 1% da população brasileira concentra mais de 30% de toda a riqueza do país, de acordo com dados da Receita Federal, evidenciando a extrema desigualdade social, mesmo com uma série de programas assistenciais implantados pelo Estado. É evidente, portanto, que a expansão do agronegócio no Brasil é um dos grandes pilares para a existência desse contraste social.

Em primeiro lugar, a formação do Estado brasileiro, desde o seu “descobrimento”, foi alvo de abusos diversos, como sociais e ambientais. No que se refere ao Brasil Colonial, grandes explorações e exportações do pau-brasil fizeram parte das práticas comerciais com o intuito de enriquecer a colônia e metrópole Portugal. Em paralelo a isso, nos dias atuais do Brasil, o agronegócio se comporta como um grande detentor de riquezas para fins próprios e para a função da estrutura latifundiária e, logo, um ator responsável por essa desigualdade social do país.

Se por um lado o agronegócio aumenta os índices do Produto Interno Bruto e eleva o Brasil a alguns patamares no ranking mundial, por outro lado ele é o causador das diversas devastações ambientais da atualidade, como a destruição do cerrado e, consequentemente, as possíveis extinções da fauna e flora de um bioma tipicamente brasileiro, simplesmente movidos pela ganância humana e pela sede de bens e poderes. Um outro fator que também evidencia a problemática do agronegócio é que ele é o maior consumidor de água do Brasil e se configura como o maior emissor de gases de efeito estufa.

Em vista aos fatos mencionados, cabe ao Governo e suas esferas governamentais garantir a qualidade e a perspectiva de vida da população, posto que a Carta Magna defende a erradicação da pobreza, da marginalização e a redução das desigualdade sociais. Isso pode ser feito a partir da reforma agrária - o grande objetivo do Movimento do Trabalhadores Rurais Sem Terra -  sob as extensas terras do agronegócio. O Estado, a partir da redistribuição de terras de forma mais igualitária, proporcionará a dignidade habitacional para aqueles que estão em situação de vulnerabilidade, além de ajudar a preservar o meio ambiente, impedindo a atuação intensa e exploratória dos setores pecuários e agrícolas. Dessa forma, o princípio de justiça social e a preservação ambiental serão atendidos.