Polêmicas acerca da expansão do agronegócio no Brasil

Enviada em 16/08/2020

A Revolução Agrícola trouxe mudanças na forma de produção no campo, porém essas mudanças influenciaram diretamente os trabalhadores e moradores das zonas rurais. O agronegócio brasileiro está envolvido em várias problemáticas, como, por exemplo, o êxodo rural, a desigualdade social e a concentração de terras, o que acarreta em grandes conflitos de classes e no desenvolvimento humano. Cabe analisar os fatores que favorecem estes quadros.

Em primeiro lugar, devemos ressaltar que os latifúndios são um dos grandes precursores da migração das pessoas do campo para as grandes cidades. De acordo com pesquisa realizada pela Oxfam Internacional, cerca de 1% das fazendas brasileiras ocupam 45% das terras rurais, ou seja, grande parte do território rural está concentrado em poucas mãos, causando assim um grande desequilíbrio entre os grandes e os pequenos proprietários, que geralmente praticam a agricultura familiar.

Portanto, podemos inferir que a maior parte da população campestre sofre com a falta de empregos e oportunidades de trabalhos. A mecanização do campo é outro fator que mantém a desigualdade social e o êxodo rural no Brasil. Com a modernização da agricultura, muitas pessoas ficaram sem trabalhos em razão da troca do serviço braçal por mão-de-obra especializada em máquinas.

Faz-se mister, ainda, salientar que há entraves para a consolidação de políticas que viabilizem melhoras no setor agrícola do país. Dessa forma, o Estado, juntamente ao Ministério da Agricultura podem promover cursos profissionalizantes para agricultores e seus funcionários, além de fomentar debates sobre a reforma agrária em escolas e, principalmente, na câmara legislativa, promovendo assim a possibilidade de medidas que melhorem as condições tanto ambientais quanto sociais no meio rural.